quinta-feira, 7 de junho de 2012

A FALSA SOLTEIRICE DAS MULHERES VULGARES


Por Alexandre Figueiredo

Um estranho fenômeno que aconteceu, até pouco tempo, na chamada "mídia popular" foi o aparente celibato que as chamadas "boazudas", sejam as dançarinas de "pagodão pornográfico" e "funk carioca" ou as paniquetes e ex-BBBs, eram obrigadas a ter.

Tornou-se uma verdadeira "pegadinha", não aquelas do saudoso Don Rossé Cavaca, mas as de hoje, que mais constrangem do que divertem. Nessa época, mais ou menos há três ou cinco anos atrás, ou, nos tempos do sucesso do É O Tchan, há dez anos atrás, moças associadas a uma sensualidade vulgar faziam declarações de que "estavam encalhadas", alegando que "os homens têm medo delas" e que "elas sonham em se casar com homens sensíveis e legais".

O questionamento dado a tais declarações, que faziam as mulheres "mais desejadas do país" parecerem "menos desejadas", fez com que se vazasse um esquema mercadológico que envolve, sobretudo, sítios de celebridades, revistas de fotos sensuais, desfiles de escolas de samba e eventos de times de futebol.

Scheila Carvalho abriu o precedente. Em 2011, ela comemorou dez anos de casamento com o cantor do grupo baiano Raghatoni, Tony Salles. Só que quem acompanhou a imprensa ao longo dos anos do É O Tchan sabe que a morena só assumiu a relação a partir de 2006. Ainda em 2004, várias publicações definiam Scheila Carvalho como "solteiríssima".

Vários factoides surgiram, com relações relâmpagos que despertaram suspeita pelo seu sensacionalismo. Namoros de apenas três semanas, casamentos de apenas três meses, que acabaram pegando mal na imagem de "desejadas" das musas envolvidas.

A funqueira MC Perlla foi um exemplo. Aparentemente, ela desfez um casamento, se engravidou, reatou com o marido e hoje se converteu para a religião evangélica. A gravidez também segurou a ex-BBB Priscila Pires, famosa por namoros-relâmpagos, mas hoje é uma mulher casada e com filho.

Há caso também de uma conhecida funqueira que comprou, numa viagem ao exterior, uma grande motocicleta, alegando que sonharia passear com ela com um "novo gatinho". Mas ela nunca mais mostrou os dotes de motoqueira, o que dá a entender que, apesar da imagem de "solteira" que ela passa na mídia, ela não é mais do que uma mulher bem casada e que a moto teria sido dada de presente ao marido.

Até o "fim do namoro" da ex-assistente de palco do programa Pânico na TV (hoje Pânico na Band), Nicole Bahls com um jogador do Vasco da Gama foi descoberto, depois, ter sido um factoide para forjar polêmica na mídia. O dramalhão das acusações de suposta traição, toda a choradeira da ex-paniquete, teriam sido forjados, e não tardou para a moça, hoje integrante do programa A Fazenda 5 (Rede Record), ter "reatado" com o rapaz.

Recentemente, foi o caso da apreensão de um telefone celular envolvendo um policial militar que se envolveu numa confusão no Rio de Janeiro. Revelou-se que se trata do namorado da funqueira Mulher-Filé, outra que forjava uma imagem de "solteira" na chamada "mídia popular". Foram divulgadas até mesmo mensagens no Twitter em que o policial chamava a namorada de "minha esposa".

Portanto, a vulgaridade feminina também mostra suas dissimulações. Em nome do sucesso nas vendas de revistas, nas festas de times de futebol e nos desfiles carnavalescos, certas "musas" precisam desempenhar o papel de "solteironas profissionais". Até porque elas, por mais que digam que "adoram homens simples e românticos", são famosas por serem namoradas e esposas de policiais e esportistas.

Eles, por sinal, são viris demais para aparecerem ao lado de suas mulheres. Para o bem do mercado, eles, muitas vezes, têm que viver longe de suas esposas e namoradas, como se estivessem rompido definitivamente com elas. Caso contrário, as revistas sensuais poderão ir à falência e a "mídia popular" cairá em desgraça.

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