segunda-feira, 25 de junho de 2012

ESSES HOMENS LEGAIS E SUAS PRETENDENTES NADA LEGAIS


Por Alexandre Figueiredo

Recentemente, a celebridade Geisy Arruda, "surgida" de um factoide ocorrido numa faculdade da Universidade Bandeirantes, em São Paulo, disse que está sozinha há um tempo e que gostaria de namorar "um cara legal".

É o que fazem, de uma forma ou de outra, mulheres associadas de alguma maneira no universo brega-popularesco, seja como celebridades, seja como fãs.

Querendo impressionar a sociedade, essas mulheres, que vão das chamadas "marias-coitadas" às "mulheres-frutas", tentam fazer crer que preferem "homens mais simples". Algo como um sujeito entre o nerd e o beatnik, de aparência quase desajeitada e modesta, de caráter sensível e intelectualizado.

O grande problema é que a declaração de Geisy Arruda, similar ao de outras declarações de "musas" da vulgaridade feminina, encontra oposição justamente nos "caras legais" que elas tanto cobiçam. E essa oposição se torna evidente, mesmo numa sociedade ainda tomada de resíduos machistas defendidos sutilmente pela velha grande mídia.

 A realidade se transforma e mesmo entre os homens há uma reação forte ao machismo defendido até mesmo por internautas semi-anônimos ou blogueiros reacionários, um machismo nunca assumido no discurso, mas também não desmentido, já que costumam reagir com gracejos ou com comentários irônicos tipo "oia" ou "epa", que implicitamente já sugerem uma opção machista desmascarada.

Por isso, a reação de homens de personalidade mais diferenciada, em relação à multitude de "pegadores", "encrenqueiros" ou "galinhas", é um fato que não deve ser menosprezado. Porque já existe o fato dos casamentos por conveniência, em que as esposas possuem uma personalidade diferenciada, mas seus maridos não, em certos casos homens de personalidade mais frouxa (já definidos como "manginas") que, em muitos casos, se escondem num cargo de liderança como empresários, executivos ou profissionais liberais na falta de alguma "luz própria".

E os homens com personalidade diferenciada não gostam de perder vantagem vendo as mulheres com quem eles desejam se casar serem comprometidas com os tais "manginas". E, por isso, rejeitam as mulheres vulgares ou mesmo aquelas simplesmente cafonas - as "marias-coitadas" que rejeitam homens que elas se sentem atraídas, devido à baixa autoestima delas - , porque os homens considerados "legais" também querem mulheres assim.

A crise com que vivem as chamadas "boazudas", seja pela revelação de que muitas "musas" funqueiras tidas como "solteiríssimas" na verdade são casadas ou têm namorado, pelo desgaste que atinge até as "paniquetes" e pelo "beco sem saída" por quem passam "musas" como Solange Gomes - muito "balzaca" para o papel que desempenha na mídia popularesca - e a paraguaia Larissa Riquelme, que desfez um noivado com um craque de futebol.

A cada dia o Brasil mostra que as mulheres que têm sucesso na vida são aquelas que agem com inteligência, são discretas e coerentes com os deveres e direitos seus na sociedade. Usar a liberdade do corpo como desculpa para promover a vulgaridade foi uma mentira esfarrapada que não convenceu, diante dos valores machistas nela evidentes.

Da mesma forma, foi inconvincente a campanha de intelectuais badalados em promover como "feminismo" o mero fato das musas "popozudas" não viverem (pelo menos, aparentemente) da sombra de seus homens. Quando há valores machistas em jogo, não há como disfarçar com alegações pseudo-feministas.


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