quarta-feira, 25 de abril de 2012

GOVERNO DOS EUA HOMENAGEIA SUA PUPILA YOANI SANCHEZ


Por Alexandre Figueiredo

Na última segunda-feira, o sítio de Direitos Humanos do governo dos Estados Unidos prestou uma homenagem à blogueira Yoani Sanchez, do blogue Generación Y, pelos serviços prestados por ela "em prol dos direitos humanos".

A blogueira, que alega estar proibida de sair a Cuba (mas, estranhamente, viveu um tempo na Suíça), nem que seja para se divertir na Disneylândia ou tomar um chá em Nova York, é elogiada pelo artigo de capa.

Citando a declaração de Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, "Yoani Sánchez dá aos leitores através de seu blog, 'Geração Y', uma visão sem precedentes da vida em Cuba", o portal define a blogueira como "fundadora da blogosfera independente".

O portal pede ao governo de Cuba, presidido pelo irmão de Fidel Castro, Raul Castro, também responsável pela Revolução Cubana de 1959, que dê vistos para Yoani Sanchez viajar para o exterior. O que, aliás, deveria ser mesmo feito, já que permitiria a Yoani ficar ao lado dos capitalistas que ela sempre defendeu de forma "independente" e "imparcial".

A blogueira, que havia recebido o prêmio Ortega y Gasset de Jornalismo Digital de 2008 e foi elogiada pelo presidente do Centro Knight para o Jornalismo das Américas, o "insuspeito' brasileiro Rosenthal Calmon Alves, que a classificou como "farol da liberdade", no entanto, tem muitos pontos sombrios que contradizem a sua deliciosa beleza - sim, ela é linda - e sua aparente independência ideológica.

Primeiro, pelo fato de seu destaque por um portal de Direitos Humanos dos EUA não ser por acaso. Afinal, Yoani parece muito bem se identificar com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, como se fosse uma boa aluna na escola da defesa do imperialismo estadunidense.

Segundo, porque, por trás dessa "brilhante" trajetória, segundo revelação do jornalista francês Salim Lamrani, a blogueira esconde quase 50 mil seguidores "fantasmas". Nem o troleiro mais ambicioso, no Brasil, chegaria a criar tantos "fakes do bem" em tão pouco tempo. O governo dos EUA pode estar por trás de muitos desses "seguidores".

Segundo também divulga o próprio Lamrani, Yoani conta apenas com 32 seguidores autênticos, todos oposicionistas cubanos.

O Wikileaks já havia registrado muitos encontros "sigilosos" da blogueira com autoridades dos EUA,e Yoani foi desmascarada quando se revelou que uma suposta entrevista com o presidente Barack Obama foi na verdade feita para o chefe do Escritório de Interesses dos EUA para Cuba, Jonathan Farrar e que Yoani, do contrário que disse, nunca havia enviado um questionário sequer para o presidente cubano Raul Castro.

Yoani, além disso, é considerada "heroína" pelos veículos mais conservadores da mídia brasileira, como a Folha de São Paulo (de onde pude conferir a notícia que inspirou este texto), Veja, Globo e Estadão, que publicaram textos da "ilustre colaboradora". Ela também é considerada membro honorário do Instituto Millenium.

Yoani vive com o marido Reinaldo Escobar, frequenta hotéis de luxo, recebe remunerações de várias instituições na Europa e EUA, e nunca mostrou qualquer prova que tenha sido torturada por forças do governo cubano. E sua "independência" tem o mesmo sentido da "democracia" defendida pela mídia reacionária, mais voltada para o interesse privado. Para essa mídia, o "interesse público" é só um detalhe.

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