quarta-feira, 4 de abril de 2012

CAMPANHA PELA VOLTA DOS ESTADOS DO RJ E GUANABARA


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Já existe uma campanha chamada "Volta, Guanabara" que, do lado dos cariocas, reivindica a volta do antigo Estado da Guanabara, diante da complexidade do município do Rio de Janeiro exigir uma administração exclusiva. Do lado dos niteroienses, a campanha "Desfusão Já" mostra o outro lado da questão, que é a decadência de Niterói e do restante do Estado do RJ devido às atenções concentradas à Cidade Maravilhosa, sobretudo no âmbito dos negócios.

Além disso, há outros aspectos:  A separação das cidades do Rio de Janeiro e Niterói já ocorre com os preços CARÍSSIMOS do transporte. Além disso, Niterói está cada vez mais provinciana, comendo das migalhas da Cidade Maravilhosa. Quem apenas gostou da (con)fusão foram os empresários e políticos, mas no fundo ninguém foi realmente beneficiado com a fusão.

E mais:  É por causa da fusão que Sérgio Cabral Filho chegou a ter a infeliz ideia de destruir o Caio Martins para colocar lá um monte de condomínios de luxo. O Caio Martins, independente de quem curte ou não futebol, é o único referencial do antigo Estado do RJ em estádios de futebol, uma vez que o Maracanã pertence a uma cidade que foi o Distrito Federal e o Estado da Guanabara.

Segue o texto do jornalista e primeiro coordenador da Rádio Fluminense FM, Luiz Antônio Mello.

Desfusão, Já!


Por Luiz Antonio Mello - Blogue Coluna do LAM


O amigo Luiz Guilherme da Matta, o Lig, lançou no Facebook a campanha “Desfusão já!” para que o Estado do Rio de Janeiro volte a ser tratado com respeito pelos governantes. De cara, apoiei a ideia. Afinal, desde 1975, o Estado do Rio só tem prefeitos da capital (travestidos de governador), a economia no interior está sucateada, a segurança pública na antiga capital do RJ, Niterói, está um caos, enfim, a fusão, na verdade um estupro cometido por Brasília em plena ditadura, não teve um só ponto positivo. Nada!


Para se ter uma ideia, o efetivo da Polícia Militar em Niterói (que ainda é obrigada a dividir com Maricá) é a metade do que aqui estava em 75. Hospital estadual? Somente um, o Azevedo Lima, em cuja triste rotina está atender pacientes nos corredores em macas improvisadas. Além disso, Niterói perdeu o status de capital. Lembro de ver os governadores em carros pretos indo trabalhar no Palácio do Ingá. Lembro que, caso pisassem na bola, os governadores tinham que conviver com manifestações em frente ao palácio.


Hoje? Os governadores (na verdade prefeitões do Rio) raramente vem a cidade e só pensam e agem em prol da capital.
Desfundir é o caminho mais saudável. Não sei o que é preciso, juridicamente, para que tal fato (crucial) aconteça, mas com certeza deve ser mais simples do que fundir. Os fluminenses deixaram de existir e são chamados de cariocas. A mídia pesada é da capital. As verbas estão na capital. Enfim, o Rio é capital de si mesmo enquanto nós estamos atirados ao fim da fila. Desfusão, Já! Eu apoio. 

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