terça-feira, 13 de março de 2012

RICARDO TEIXEIRA "CAIU", MAS DEIXOU SEGUIDOR



Por Alexandre Figueiredo

Caiu o "craque" de 2002. Ricardo Teixeira, o chefão da CBF, deixou a presidência da entidade para cuidar da saúde, embora outro motivo seja a perda de sua influência política.

Mesmo assim, as comemorações de quem queria ver Teixeira fora da CBF devem ser adiadas, afinal um de seus principais colaboradores, José Maria Marin, ex-governador paulista ligado a Paulo Maluf, sucede o antigo titular no cargo.

Portanto, com isso, a CBF continuará seguindo sua política tendenciosa e parceira da Rede Globo em muitas manobras, inclusive a determinação dos horários dos jogos. O horário das 21:40 nas quartas-feiras, determinado através de acordo entre a entidade e a emissora, já causa muito incômodo às classes trabalhadoras e aos estudantes, na medida em que o fanatismo esportivo estimula gritos de torcidas até mesmo a poucos minutos antes de meia-noite.

Com essa gritaria, na qual não faltam palavrões, a vizinhança se sente ultrajada, mas desprotegida, afinal não pode reagir contra a tal "paixão nacional". O povo que aguente sua insônia e se sacrifique para acordar cedo para o trabalho.

Portanto, sai Ricardo Teixeira, mas as jogadas continuam. Tudo fica na mesma, talvez com um chefe "menos prepotente". Fora essa diferença, as regras estabelecidas continuam as mesmas, e o futebol-negócio e o futebol-publicidade não desaparecerão, enquanto o futebol-arte se limita a ser uma palavra morta de tendenciosos cronistas esportivos.

No mais, José Maria Marin não trabalhará para desagradar o seu mentor. Ricardo Teixeira continuará mandando, só que suas ordens agora partirão dos bastidores.

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