sexta-feira, 2 de março de 2012

O "PESCADOR DE FIÉIS" BAGUNÇA O GOVERNO



Por Alexandre Figueiredo

Aos 32 anos, o Partido dos Trabalhadores há muito desandou. Tornou-se um partido de altos e baixos, altos nem tão altos, mas baixos ainda mais abaixo. Um dos piores problemas do partido está justamente nessa linha fisiológica que fez com que o PMDB e seus partidos-satélites se juntassem ao governo Lula e, hoje, ao governo Dilma Rousseff.

O governo Dilma Rousseff até agora fez promessas de coisas acertadas que não chegam a se realizar. E faz erros que tornam o governo criticado até pelos esquerdistas, como a privatização dos aeroportos - feita sob o eufemístico nome de "concessão" - e as escolhas politiqueiras de ministros, como é o caso do pastor e senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).

Ele já admitiu previamente que não entende do ramo correspondente à pasta que ele assume hoje, o Ministério da Pesca. No fundo, não é mais do que um "pescador de fiéis". A escolha dele foi meramente política, uma estratégia para fazer o PRB, que tem Celso Russomano como pré-candidato à prefeitura de São Paulo, apoiar o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, ao segundo turno da disputa para a capital paulista.

Infelizmente se vende a política como se fosse numa feira de produtos contrabandeados. Negocia-se apoios espúrios, até mesmo na organização de ministérios, em que os interesses partidários estão acima dos interesses técnicos.

É verdade que a velha grande imprensa exagera muito na denúncia de corruptos, mais parecendo um tiro ao alvo do que uma oposição crítica e analítica. Pois a questão não é desfazer, gratuitamente, o PT e seus aliados, mas criticar quem realmente erra e seus erros. Ou criticar gente que atua realmente por puro oportunismo.

Mas é evidente que o PT erra, que se permite a corrupção em suas entranhas, e que vários parlamentares do partido votam contra os trabalhadores, às costas do povo. Sim, isso é fato, e o quanto mostra que os eleitores deveriam tomar muita cautela na hora de votar. E a memória curta permite que armadilhas político-partidárias aconteçam, mesmo, com vários antigos direitistas se ingressando nas esquerdas para bagunçar. E bagunçam.

E logo vemos que um adepto da Opus Dei havia passado pelo Partido Socialista Brasileiro sem que alguém desse conta disso. Mas o neo-medieval Gabriel Chalita, ao lado de Paulo Skaf e Jaime Lerner, fazendo a farra fisiológica do já descaraterizado PSB faz muito sentido. Depois da festa, a patota saiu fora para não limpar as "sujeiras" deixadas no "salão".

Por isso, o jogo político que poderia ser transformador não chega além de vãs promessas. No máximo, prometem-se "estudos" para viabilizar certos "progressos". Mas, na maioria das vezes, tudo para no meio do caminho, para não prejudicar interesses em jogo.

Enquanto isso, o engenheiro e sobrinho de Edir Macedo deve consultar terceiros sobre o que fazer no setor do Ministério. No seu gabinete talvez tenha gente a dar uma "colinha" sobre a especialidade, para que o pastor Crivella, pelo menos, dê menos vexames.

E assim o governo Dilma continua não dizendo a que veio.

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