terça-feira, 6 de março de 2012

HÁ VAGAS PARA ESTRANGEIROS: SEJAM TODOS BEM-VINDOS


ENQUANTO ISSO, NO BRASIL...

COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: É a mesma realidade do desemprego brasileiro, enquanto o mercado de trabalho privilegia muitos estrangeiros. No caso do parque industrial da Ford, em Camaçari (Bahia), é um caso ilustrativo de engenheiros espanhóis e norte-americanos que ocuparam vagas que deveriam ser de brasileiros. O Brasil ainda vive sua crise sócio-econômica, apesar dos relativos avanços.

Há vagas para estrangeiros: sejam todos bem-vindos

Por Marco Antônio Araújo - Blogue O Provocador

A melhor das boas notícias desse novo momento econômico que vive o Brasil, na verdade, é velha. Chama-se imigração, um dos pilares que sustentam a história da nossa nação.

A diferença é que estamos recebendo não os heroicos filhos da miséria, os camponeses, os operários, os desvalidos, a escória do Velho Continente. Quem desembarca agora no país, em sua maioria, traz diploma universitário, tem qualificação profissional e vem ocupar os melhores postos de trabalho que poderemos criar.

A Petrobras fez um estudo recente que estima em 150 mil vagas o déficit de engenheiros para os próximos dez anos. É um número assustador: estamos abrindo mão de 15 mil empregos de ponta por ano. Salários altíssimos que não têm como parar no bolso dos brasileiros por absoluta falência da nossa educação.

É um paradoxo humilhante: somos incompetentes para suprir essa carência, fruto do abençoado pré-sal que pode vir a nos colocar no Primeiro Mundo. Isso se o governo não atrapalhar, claro.

Foi-se o tempo que exportávamos cérebros. Sobra trabalho para brasileiros qualificados. O que falta é exatamente a qualificação. Precisaríamos de uma geração inteira para nos preparar. Futuro jogado no lixo.

Ao mesmo tempo, o mundo rico está afogado numa crise sem hora para acabar. Só na Espanha, a taxa de desemprego é de 22%, altíssima. Entre os jovens, chega quase aos 50%. Metade da juventude espanhola não tem trabalho.

Em situação menos crítica, mas igualmente preocupante, estão Portugal, Itália, França e quase todos os países que formam o quintal da Alemanha e Grã-Bretanha. Pois que venham para cá, os que querem trabalhar.

Mas não é nesse exato momento que nossos brilhantes diplomatas decidem posar de durões? É típico. Somos tratados como cachorro pelas alfândegas do mundo civilizado desde que existimos. Nunca fez absolutamente nada, o glorioso Itamaraty.

Na Espanha dacadente, brasileiros ficavam horas no serviço de imigração. Muitos eram sumariamente deportados, sem explicações, apesar de levarem todos os documentos e cumprirem as exigências locais. Uma ofensa vergonhosa.

Não que não déssemos motivos. É notária nossa falta de educação, a gritaria, a leva de travestis e prostitutas com que infeccionávamos o continente europeu. Os puros sempre pagam pelos ímpios. Águas passadas.

Durante as últimas décadas recebemos carregamentos de sórdidos europeus que vinham para cá praticar pedofilia e turismo sexual. O governo? Não fez nada. Aceitou que fossemos vistos como um prostíbulo barato.

Por isso, sinto um profundo desprezo pela medida tardia que visa impor "reciprocidade" no tratamento aos turistas espanhóis. Leia aqui. Isso é fanfarronice tardia. Coisa de moleque. E o povão adora, se sente vingado por anos de opressão, postam comentários arrogantes nas redes sociais. Gentinha. Bobagem.

Não somos mesquinhos assim. Estamos diante de uma excelente oportunidade para mostrarmos ao mundo que somos melhores. Não temos vocação para a xenofobia. Adoramos que venham para cá. Sejam bem-vindos todos, sempre. Desde que venham fazer turismo ou, de preferência, trabalhar. Há vagas.

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