quinta-feira, 8 de março de 2012

DESLIZES DO GOVERNO CARIOCA E OS BUSÓLOGOS FASCISTAS



Por Alexandre Figueiredo

No último dia 06, meus pais foram para o Hospital Marcílio Dias. Costumam sair bem cedo, para aproveitar o horário, mas eles tiveram que enfrentar um engarrafamento bastante demorado. Tudo isso para chegar à Cidade Nova e pegar um ônibus da linha 232 Lins / Praça 15, que agora tem a mesma pintura do 378 Marechal Hermes / Castelo que também minha família costuma pegar em outras ocasiões. Apesar de serem empresas diferentes e os percursos não terem muito em comum, a não ser em poucos logradouros.

Na ocasião, eu e meu irmão soubemos que era a ocasião da inauguração do esquema BRS (Bus Rapid System) na Avenida Pres. Vargas, dentro daquele modelo tecnocrático conhecido como "mobilidade urbana". E que se torna, explicitamente mas não de forma assumida, um projeto para turista ver (e pegar ônibus errado) da Prefeitura do Rio de Janeiro, visando a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Isso complicou bastante o trânsito. A Prefeitura carioca sabia previamente desse risco, mas, dentro de princípios "cristãos" da escola de Pôncio Pilatos, preferiu adotar essa reorganização tecnicista do trânsito carioca, causando muitos transtornos para passageiros que queriam ir para o trabalho, para a faculdade, para os hospitais, etc.

O grupo político de Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho tornou-se conhecido por infortúnios causados por arbitrariedades - conhecidas oficialmente como "choque de ordem" - e por omissões que causaram um "genocídio culposo" em explosão num restaurante, acidentes de bondes, problemas no serviço de saúde pública e outras tragédias.

Só para sentir o drama, teve até o caso de um antigo responsável pela Campanha Lei Seca que, embriagado, causou um trágico acidente de carro.

Mas tudo isso não pode ser criticado, se depender da pressão furiosa e intolerante de uma elite de busólogos (apreciadores de ônibus) que tentam se destacar no hobby, às custas de um esquema que inclui vandalismo digital e ofensas pessoais contra quem não faz parte da "panelinha" e pensa diferente dela.

A"BUS"O DE PODER

Eles são conhecidos sobretudo pela defesa intransigente e doentia da padronização visual dos ônibus cariocas, medida antipopular que anda causando dor de cabeça nos passageiros cariocas. Nada que seja relacionado ao prefeito Eduardo Paes e seu secretário de Transportes Alexandre Sansão, além do guru de ambos, o governador Sérgio Cabral Filho.

Se alguém criticar, corre o risco de ter seu nome usado por essa elite de busólogos para fakes que escrevem comentários pornográficos ou demais baixarias. A trolagem e o bullying digital tornam-se o esporte desses poucos e preocupantes busólogos que, nas redes sociais, tentam, depois da "faxina" ideológica das comunidades busólogas (quem não pensava como eles era expulso como um cachorro vira-lata), bancar os "diplomáticos" e "civilizados".

Claro, tornam-se "diplomáticos" e "civilizados" depois que nessas comunidades foi implantado o "pensamento único". Mas quem escrever sobre qualquer fracasso da padronização visual será escorraçado na hora, com ofensas gratuitas da "elite mais influente" que, pelo jeito, deve ter se impressionado com a palavra "bus" embutida na palavra "abuso".

POVO JÁ COMEÇA A OLHAR MAL

Essa elite de busólogos já começa a ser criticada pelos cidadãos nas ruas. Como se já não bastasse o preconceito que tem quem admira ônibus, a atitude reacionária e boçal de uma elite que defende o "pensamento único" e não tolera críticas começa a pegar mal nos busólogos arrogantes que são obrigados a se isolarem nas redes sociais, onde eles são "reis" (ou "déspotas")?

Muitos passageiros veem na padronização visual dos ônibus uma mera propaganda cafajeste das prefeituras ou de governos metropolitanos. E as críticas a essa prática, que dificulta o reconhecimento da empresa pelo passageiro comum, ocorrem nas ruas, nos bares, nas casas, nas faculdades. Só na Internet tais críticas sofrem esse infortúnio de réplicas ofensivas, trolagem e clonagem de nomes para fakes pornográficos.

NEM EDUARDO PAES ESCAPA DOS FAKES

Até o democrático processo de petição virtual, garantido por lei e protegido pela Constituição, virou um ambiente de ofensas pessoais e baixarias. Beneficiando-se do anonimato, os busólogos que defendem a padronização visual dos ônibus cariocas decidiram criar identidades falsas ou usar os nomes de seus desafetos para escrever comentários pornográficos, ofensivos e de muito mau gosto.

Mas, se esses busólogos defendem tanto Eduardo Paes a ponto de não suportarem críticas a ele, seus fakes "não pensam" o mesmo, já que um desses busólogos usou o nome de Eduardo Paes para promovê-lo como um fictício gay que havia pintado os ônibus de rosa certa vez.

A atitude violenta desses busólogos na petição digital mostra o caráter antidemocrático deles, a intolerância contra o pensamento diferente e a insatisfação desses busólogos de possuírem seus mesmos espaços. Eles que fiquem nos seus blogues e portais de ônibus defendendo seus pontos de vista.

Investir em espaços de oposição pelo puro prazer de desfazer os outros acaba causando péssimas consequências para seus próprios "beneficiários". Afinal, nos bastidores da busologia, a trolagem contra a petição digital começa a vazar e causar horror a outros busólogos, inclusive outros busólogos cariocas que não compartilham das ações violentas de seus pares.

Ou seja, se os busólogos pró-padronização queriam ser os vitoriosos da situação, eles começam a ser derrotados pelos seus próprios excessos. Busólogos de outras partes do país já os veem como arrogantes e tomados de estrelismo, e mesmo fora da busologia os busólogos encrenqueiros são vistos como pelegos de políticos e empresários, gente desmerecida de crédito.

Por isso, os busólogos fascistas podem exibir, por algum tempo, sua "superioridade" no ambiente quase privativo das redes sociais. Mas, fora dessa "caverna" de descrições platônicas, essa "elite" busóloga está à beira de discutir com seus próprios pares, na medida em que estes tomam conhecimento dos excessos dos quais o vandalismo contra a petição é um bom exemplo.

Talvez seja melhor que os busólogos de boa índole e bom caráter evitem comparecer aos futuros encontros de busólogos, sob pena deles virarem conflitos de rua. Se alguns busólogos são capazes de disparar ofensas pessoais por uma simples discordância, eles são capazes de fazer coisas piores diante de desavenças ainda maiores.

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