terça-feira, 13 de março de 2012

COMPOSITOR PAGOU AO ECAD PELA PRÓPRIA OBRA



Por Alexandre Figueiredo

Uma história absurda é contada pelo músico Márcio Guerra, responsável por uma peça de teatro e pelas composições da mesma. Ele estava no teatro, durante os preparativos para o evento, quando um representante do ECAD se dirigiu a ele para cobrar um valor em torno de R$ 97 no total por causa do uso de uma música dele.

Sim, isso mesmo: Márcio Guerra teve que pagar esse valor para que pudesse usar a própria música na peça. Ou seja, ele já não é mais responsável por sua obra, o que mostra a farsa que está por trás do órgão, apelidado jocosamente de "Escritório Central do Amor ao Dinheiro".

Márcio reclamou, mas o representante do ECAD tentava se desculpar, dizendo que "existe uma regra" e "este é o procedimento". Algo absurdo, mas defendido convictamente pelo "dedicado" funcionário da "eficiente" instituição.

Isso ocorreu há um tempo atrás e Márcio, passado o tempo, aguardava para que, ao menos, ele recebesse o valor correspondente ao faturamento pela execução de suas músicas. Ele havia dado seu endereço residencial para o ECAD, a fim de futuros contatos por correspondência.

No entanto, terminado o ano em questão, Márcio não recebeu o valor que tinha dinheiro e que deveria ser contabilizado no balanço anual final da entidade. Ele simplesmente pagou pelo uso de sua própria obra e ainda não recebeu o dinheiro de volta.

Absurdos como este são comuns. Isso é uma pequena amostra. Há o histórico caso do cantor Jorge Ben Jor, que teve que pagar os direitos autorais para cantar as músicas que ele ainda assinava apenas como Jorge Ben. Ou seja, estava proibido de tocar, de graça, seus próprios clássicos, como "Mas Que Nada", "Fio Maravilha" e "A Banda do Zé Pretinho".

O que ficaria capenga, sem a menor dúvida. Mas são absurdos como este fazem a má fama do órgão, que teve que suspender as cobranças de uso de vídeos musicais em blogues, depois que a medida gerou protestos até mesmo da mídia mais reacionária.

Ninguém gostou da atitude do ECAD. E, mais uma vez, a instituição queimou a sua imagem diante do público que a gente pode imaginar, sem a menor dúvida, que trabalhar nesta instituição e viver no inferno acabam se tornando atitudes praticamente sinônimas.

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