domingo, 5 de fevereiro de 2012

FHC VOLTA ATRÁS E ELOGIA SERRA E PAS "ESPINAFROU" INSTITUTO MILLENIUM



Por Alexandre Figueiredo

Estranha a centro-direita brasileira, política e cultural, que às vezes tem seus momentos de "saias justas" quando isso soa arriscado para determinadas circunstâncias.

Recentemente, Fernando Henrique Cardoso ignorou José Serra, dizendo, numa entrevista ao periódico inglês The Economist que o "candidato óbvio" para a sucessão de Dilma pelo PSDB é o mineiro Aécio Neves.

José Serra, ao saber disso, declarou que "não" discutiria certas posições de um amigo. Mas, segundo o colunista de O Globo, Jorge Moreno, Serra havia chamado o sociólogo e ex-presidente de "gagá", irritado com o desprezo dado por FHC ao natural discípulo.

Em artigo publicado hoje no jornal O Globo, FHC disse que José Serra também é "candidato óbvio" para 2014, apenas "cobrando" carinhosamente do discípulo uma melhor convicção na apresentação de suas propostas.

Enquanto isso, Pedro Alexandre Sanches, outro discípulo das ideias de FHC e cria do "diário" tucano Folha de São Paulo, havia "espinafrado" o Instituto Millenium - "candidato óbvio" ao novo abrigo do colonista-paçoca em 2014 - recolocando no seu Twitter um linque de um artigo que acusava o IMil de defender o jabá na imprensa conservadora.

Logo PAS, propagandista do jabaculê musical de tendências brega-popularescas, como o "funk carioca" e o tecnobrega - que claramente alimentaram seu sucesso comercial através do propinoduto envolvendo de programadores de rádios a cientistas sociais, de coordenadores de TV a socialites - , foi "falar mal" da velha grande mídia da qual se formou e da qual, ideologicamente, continua bastante ligado.

Vale lembrar que o Instituto Millenium possui intelectuais, entre cineastas, jornalistas e celebridades, que corroboram com todo o pensamento que os "fora do eixo" como Pedro Sanches, Ronaldo Lemos e outros defendem.

Até Nelson Motta e William Waack assinam embaixo nas posições de Sanches e Lemos sobre o tecnobrega, e há defensores do "funk carioca" no IMil. Isso é fato, a realidade deixa isso muito claro.

Claro, Sanches quer se jogar para a plateia com esses ataques falsos. Mas, para quem consentiu quando um de seus entrevistados elogiou o general Emílio Garrastazu Médici - sob cujo governo a hoje presidenta Dilma foi presa e torturada - , atacar a direita da qual o jornalista se identifica ideologicamente soa algo muito forçado.

Mas o que é forçar a barra para alguém que acha que isso vai lhe dar vantagem? Talvez o professor FHC e seu jornalista mais ligado, Otávio Frias Filho, possam ensinar o colonista-paçoca a não exagerar no teatrinho pseudo-esquerdista. Isso porque, um dia, Pedro Alexandre Sanches precisará da velha grande mídia que ele diz combater. Até porque a velha grande mídia também precisa dele para defender seus interesses sobre o que entendem como "cultura popular".

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