segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

REDUTO DO CLUBE DA ESQUINA É CORROMPIDO PELO "BAILE FUNK"



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Um antigo ponto de encontro dos músicos do Clube da Esquina, a Praça Duque de Caxias, na Zona Leste de Belo Horizonte, virou reduto de "bailes funk". Não bastasse, por outro lado, o cancioneiro do Clube da Esquina ser vampirizado por breganejos hoje tidos como "de raiz" (Chitãozinho & Xororó e quejandos), a memória do movimento é destruída por essa verdadeira ode ao grotesco e à mediocrização cultural.

Reduto do Clube da Esquina é transformado em palco de violência por conta de baile funk

Por Marcos Niemeyer - Blogue Cacarejadas & Alfinetadas

>> Ponto de encontro nos anos 60 dos maiores ícones do importante movimento musical Clube da Esquina – a exemplo de Milton Nascimento, Lô Borges, Flávio Venturini, Tavinho Moura, Toninho Horta, Beto Guedes e Fernando Brant – entre outros, a Praça Duque de Caxias, em Santa Teresa, na região Leste de Belo Horizonte, se transforma no mais autêntico território sem lei.

Disputas de gangues, troca de tiros e uso de drogas por conta dos repugnantes bailes funk realizados em uma antiga casa de seresta – veja indicação da seta na imagem – localizada em frente ao logradouro público, tem tirado a tranquilidade do local e colocado em risco a segurança de moradores

Nem a centenária igreja católica erguida na praça escapa da ação dos marginais. Diante da violência, o pároco limitou a abertura do templo a partir das quatro horas da tarde na tentativa de inibir os assaltos. Os bandidos tentaram roubar, inclusive, a imagem de uma santa.

Indignada com a situação, a comunidade do entorno da praça pediu providências urgentes ao comando da Polícia Militar de Minas Gerais que, por sua vez, encaminhou ofício à prefeitura solicitando o fechamento definitivo do degradante estabelecimento.

"A gente fica com medo até de sair à rua. O barulho é muito alto. Os frequentadores passam de madrugada quebrando garrafas, fazendo confusão, brigando", disse a cozinheira Maria Aparecida Cardoso, que vive no bairro há 20 anos.

Situação previsível, diante do baixo nível e da truculência de quem frequenta esse tipo de ambiente, eventos de tal natureza dificilmente não terminam em pancadaria e tiroteio. As autoridades devem adotar uma providência imediata para que o mal seja cortado pela raiz.

Esses selvagens fora da lei não podem ser tratados com flores nem tapinha nas costas. Conforme já dissemos em outras postagens, baile funk não é cultura; é caso de polícia.

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