sábado, 21 de janeiro de 2012

QUANDO URUBUS COMEM PAÇOCA



Por Alexandre Figueiredo

Imagina alguém que não suporta seu senso crítico e, além de chamar seu interlocutor de preconceituoso, o chama de várias baixarias, sem saber.

Pois é o que se vê em gente como Pedro Alexandre Sanches, o queridinho da intelectualidade etnocêntrica, quando não suporta que questões estéticas venham à tona no debate público. Trata-se de uma atitude estranha, em se tratando de uma intelectualidade badalada e tida como pretensa unanimidade, querer evitar certas discussões.

Já informamos aqui que questões estéticas são fartamente discutidas pela intelectualidade do Primeiro Mundo, desde que a História é História. Desde filósofos como Aristóteles e Platão, passando por Hegel, Kant, Marcuse e, recentemente, Umberto Eco, que questões estéticas vêm à tona, e nem por isso elas são manifestações de preconceito ou qualquer coisa ruim. Pouco importa se é um fenômeno de mídia, que lote plateias em tempo e quantidade recorde.

Mas, dependendo do caso, debater estética, para Pedro Alexandre Sanches, parece ser sinônimo de "preconceito" e, não bastasse isso, também de "segregação social", "racismo", "machismo", dependendo do contexto.

Quer dizer, não podemos criticar um Psirico, claramente medíocre, porque seríamos "racistas". Seríamos "higienistas" por criticar a breguice dominante, seríamos "machistas" porque criticamos as popozudas do "funk carioca"?

Criticamos a mediocridade cultural pela simples mediocridade que isso significa. E que em muitos aspectos vai contra a cultura popular que diz representar, deturpando seu patrimônio e suas lições. Há muito tempo a velha mídia promove a mediocrização da cultura popular, e os intelectuais complacentes apenas fingem que essa mediocrização não existe.

Quando a Sanches, ele havia tratado a discordância de China ao Fora do Eixo, entidade em cujo congresso o colonista-paçoca participou, como "fascista", irritado com as críticas que o ex-Sheik Tosado fez contra possíveis irregularidades da entidade. Sanches limitou-se a dizer que as queixas eram "meias-verdades", mas demonstrou-se irritado com o questionamento, e até citou a reação de internautas que, exageradamente, compararam China a um famoso líder fascista.

A intelectualidade etnocêntrica, em geral, vai pelo mesmo caminho, e Mateus Pichonelli, o aspirante a Leandro Narloch da hora, deu um tiro no pé quando reprovava as críticas contra o Big Brother Brasil. Mas foi como se ele soprasse contra um furacão, achando que iria mandá-lo embora.

Pois, dias depois do "narloquinho" pseudo-esquerdista acusar de "antissépticos" os críticos do BBB, eis que uma multidão de "higienistas" surgiu em protesto contra a "livre curtição" do Big Brother Brasil, um suposto estupro que, se for por Pichonelli, teríamos levado como se fosse fato menor.

O senso crítico, quando se torna forte e intenso, atropela os clamores contrários, e a "urubologia" de intelectuais "de esquerda" com QI direitista, na obsessão doentia de defender tudo que lhes soa "popular", acaba revelando seus verdadeiros preconceitos ou paranoias. E que simplesmente desmerecem a reputação "unânime" que possuem e que, a princípio, parece inabalável.

Inabalável, como foi o caso do Big Brother Brasil até pouco tempo atrás.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...