sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

PROTESTO CONTRA O 'BBB' REÚNE 20 PESSOAS NA PORTA DA GLOBO EM SP



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Apesar da quantidade pequena de pessoas, a manifestação de protesto contra a Rede Globo, na sede da afiliada paulista, contou com o apoio da polícia e até mesmo um funcionário da Globo, o técnico de manutenção eletrônica Arnaldo Marcolino, prestou solidariedade aos manifestantes, que queriam o fim do Big Brother Brasil. O manifesto também pede a regulação da mídia pelo governo, através de uma placa que afirma claramente que "Regular não é censura".

Essa manifestação é pequena, mas é o começo de um impasse que já representa a decadência do Big Brother Brasil.

Protesto contra o 'BBB' reúne 20 pessoas na porta da Globo em SP

Por Hermano Freitas - Do Portal Terra

Um protesto contra o reality show Big Brother Brasil reuniu cerca de 20 manifestantes na tarde desta sexta-feira (20) em frente à sede da Rede Globo na zona sul de São Paulo. As entidades participantes incluíam movimentos pela "democratização das comunicações" e pelos direitos das mulheres e usou o episódio do suposto estupro no programa para defender o controle dos meios de comunicação e criticar a emissora e os anunciantes da atração. O Terra entrou em contato com a assessoria de imprensa da Globo e aguarda resposta.

A Polícia Militar em princípio proibiu o uso de um carro de som, mas depois permitiu que fosse usado em um volume que "não prejudicasse quem estava trabalhando". Um dos manifestantes a tomar o microfone foi um técnico de manutenção eletrônica da própria Globo, Arnaldo Marcolino. Diretor de um sindicato, ele garante que participaria mesmo sem a proteção do emprego que o cargo lhe dá. "A Rede Globo é só um CNPJ, quem tem a concessão pública são as famílias", defendeu o sindicalista.

Pouco antes, o sargento policial militar Eduardo Barbosa reuniu as lideranças dos movimentos para declarar o apoio da corporação ao ato e dizer que estaria ali para garantir o direito de protestar pacificamente. Foi corrigido por Jacira Melo, do instituto Patrícia Galvão. "O senhor está vendo que estamos em maior número, portanto, da próxima vez, use 'senhoras e senhores' ao invés de se dirigir só ao masculino!", exigiu. O policial se defendeu dizendo que esta era a regra do português e que está familiarizado com discussões de gênero na língua. "Faço Letras na USP", disse.

Ao tomar o microfone, Jacira comparou o protesto desta tarde com o movimento pelas eleições diretas no País ocorrido na década de 1980. "A últma vez que a Globo foi contestada, como agora, foi no movimento das Diretas Já!", afirmou. Pouco além em seu discurso, ressuscitou um slogan de quase 28 anos. "O povo não é bobo, fora Rede Globo!". Manifestantes defenderam ainda a retirada do programa do ar dizendo que em todos os outros países onde o reality foi exibido já deixou as grades de programação "por causa da baixaria".

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