quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A POLÍTICA ANTIPOPULAR PARA AS FAMÍLIAS DE PINHEIRINHO


EDUARDO CURY, PREFEITO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - Cúmplice do fascismo do governador Geraldo Alckmin.

Por Alexandre Figueiredo

Se é possível complicar, para que facilitar? Pois tanto a prefeitura de São José dos Campos quanto o governo estadual de São Paulo, ligados ao PSDB, agiram de forma cruel e antipopular contra os moradores da comunidade de Pinheirinho, que já está em processo de demolição.

Expulsos sumariamente pela truculência policial, os moradores foram tratados de forma humilhante, jogados em alojamentos feitos às pressas em igrejas e escolas, com eventual falta d'água e amontoados a esmo.

Sim, era uma catástrofe, mas a diferença é que ela foi feita pelas autoridades tucanas, o prefeito Eduardo Cury e o governador Geraldo Alckmin. Que, agora, dizem que "não há prazo" para que os moradores da antiga favela, que já vivia uma rotina de bairro e só faltava ser urbanizada, irem para alguma nova residência.

Cury afirma que os ex-moradores de Pinheirinho estão "sendo acolhidos", mas afirma que a prefeitura da cidade tem um cronograma de política habitacional que já incluía outras famílias. Quer dizer, a coisa, que não era fácil, ficou mais complicada ainda. E o jeito são as famílias de Pinheirinho ficarem à própria sorte, acampadas da forma que puderem. As autoridades, que lavem suas mãos.

Tudo para salvar o patrimônio decadente de um especulador financeiro, Naji Nahas, que é até queridinho da velha mídia. Certa vez, a Caras fez uma bela cobertura de casamento da filha do especulador, com o dito cujo entre os presentes, bem naquele clima do colunismo social mais chique.

Sim, a Selecta pode estar falida, mas Nahas continua vivendo muito bem. E ele está feliz porque seus amigos tucanos lhe salvaram a propriedade que o especulador nem sabia como utilizar, mas que, para o bem de sua riqueza, tinha que manter no seu patrimônio.

O povo de Pinheirinho é que tem que se virar, dizem os tucanos. Mas isso desgasta a imagem de Alckmin e Cury, num ano eleitoral para o cargo de prefeito. O PSDB perdeu uma boa chance de capitalizar eleitoralmente um projeto social e, reprimindo o povo de Pinheirinho, numa ação policial constrangedora e revoltante, pode simplesmente levar uma surra nas urnas de São José dos Campos.

Realmente, isso não se faz. Pinheirinho tinha sua vida tranquila, com gente trabalhando, estudando, procurando emprego ou, simplesmente, vivendo. Havia seus problemas, sim, mas a comunidade não era para ser destruída, e se as casas tinham que ser demolidas, era para construção de casas populares, oferecendo qualidade de vida para os moradores.

Em vez disso, o que era sofrível ficou pior. Nem barracos o povo de Pinheirinho tem mais. A situação humilhante da população da antiga comunidade, depois de oito anos instalada, mostra a prepotência e a demagogia de um grupo político que agora fala em "assistir os moradores".

Mas Alckmin e Cury estão muito longe de fazer qualquer assistência aos moradores de Pinheirinho. Para eles, tanto faz não haver prazos, não são eles que veem o tempo correr, mas as 1600 famílias que simplesmente terão de esperar muito tempo para uma nova moradia. Isto é, se ela vier a ser feita, ou se ela atenderá as condições e necessidades desses cidadãos.

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