terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A AUTONOMIA DE RICARDO BOECHAT



Por Alexandre Figueiredo

Pode ser que o Grupo Bandeirantes de Comunicação tenha uma linha ideológica conservadora e que a Band News FM não é lá bem sucedida no Ibope - a Band News Fluminense, por exemplo, não consegue sair da média da antiga Flu FM de 1991-1994 - , mas sem dúvida alguma Ricardo Boechat, pelo menos, prima pela competência e pelo profissionalismo como jornalista, com uma autonomia que o faz sobressair até para seus colegas, como o ultrareacionário Bóris Casoy e o neoliberal Fernando Mitre.

Portanto, é admirável a coragem de Boechat de romper o silêncio da grande mídia - em que pese ele estar falando, no vídeo, com a colunista Mônica Bergamo, que também trabalha na Folha de São Paulo - com um comentário coerente sobre o livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr..

Boechat não deixa de ser enérgico, questionando duramente a visão dos políticos do PSDB de que "não existe inferno" para eles, e comentou que o grupo político de Fernando Henrique Cardoso não tem condições de negar seu envolvimento com as irregularidades investigadas pelo livro, nem mesmo as ligações do tucanato com o banqueiro Daniel Dantas.

Portanto, mesmo dentro de um veículo conservador, e cujo braço radiofônico conta com vários colunistas da Folha de São Paulo, Ricardo Boechat assumiu uma postura independente, com profissionalismo e objetividade.

Isso pode não colocar o Grupo Bandeirantes de Comunicação entre os veículos da mídia progressista, mas garante a reputação de credibilidade do referido âncora.

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