terça-feira, 24 de janeiro de 2012

AUDIÊNCIA DO BIG BROTHER BRASIL CAI AINDA MAIS



Por Alexandre Figueiredo

O Big Brother Brasil ainda resiste, mas tudo indica que seu desgaste é irreversível. A atração de verão da grade da Rede Globo vive uma grave crise, com a repercussão do caso do suposto estupro, que na verdade era o estopim de uma série de baixarias que caraterizavam o programa.

Alguns intelectuais complacentes com a "cultura popular" de mercado até tentaram minimizar a má fama que o BBB já tinha, pelo seu caráter superficial e pelo perfil de seus concorrentes, geralmente desprovido de inteligência ou mesmo de qualquer serventia social, a não ser na exibição de aspectos negativos, como que numa didática sobre o que não se deve ser na vida.

Só que os efeitos tornaram-se descontrolados. A audiência do BBB, no último domingo, chegou a apenas 16 pontos, caminhando para índices ainda mais baixos. A pressão social contra o programa foi além até mesmo da blogosfera progressista, atingindo até mesmo entidades religiosas, e toda a indignação contra o programa já preocupa os anunciantes.

Aparentemente, a crise não ameaça o programa, que segue com chamadas na televisão e linques nos sítios de celebridades. Até Folha de São Paulo e Veja tentaram "proteger" o programa, e o jornal da famiglia Frias chegou a anunciar que o BBB havia "crescido" em audiência com o caso do suposto estupro.

Veja preferiu colocar um traseiro de uma BBB, "sutilmente" tapado com um "box", dizendo "PASSOU DOS LIMITES? - A reação a uma cena tórrida de sexo no BBB mostra que, felizmente, nem tudo é permitido, mesmo quando tanto se anuncia o fim da privacidade". Embora o texto sugira uma preocupação de ordem moral, nota-se claramente a posição "sensual" da moça, como um recurso para vender a revista.

Ou seja, Veja quer que o Big Brother Brasil seja "melhorado" em aspectos morais, mas se aproveita de uma pose de uma integrante de biquíni para vender sua edição, e a revista da Abril também sofre a mesma decadência do BBB, na medida em que faz muitas promoções por assinatura, entre elas num sistema de pontuação dos correntistas do Banco do Brasil.

Mas não tem jeito. O Big Brother Brasil, até para ser "polêmico", um dia acaba cansando. As últimas edições estavam cada vez mais entediantes. Mas tinha que haver um "gancho" como o caso do suposto estupro de Daniel contra Monique para "mexer" com o programa. Não para torná-lo mais instigante, mas sim para despertar os telespectadores para a certeza de que a realidade não cabe numa telinha da TV e muito menos numa casinha de gente sem graça.

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