sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

SÉRGIO CABRAL FILHO INOCENTA PRIVATIZAÇÕES TUCANAS



Por Alexandre Figueiredo

O "progressista" Sérgio Cabral Filho, do grupo político fluminense que só governa para turistas espanhóis, esquecendo-se do povo do Estado do Rio de Janeiro, achou uma "bobagem" questionar o processo de privatizações do governo FHC.

O discurso de Cabral - ainda que o governador, aparentemente, defenda o PT - , na prática, foi favorável aos tucanos, na medida em que defendeu os mesmos princípios privatistas do PSDB. Como disse Luiz Carlos Azenha, Sérgio deu uma anistia antecipada aos tucanos e ainda fez defesa do mito do Estado mínimo.

Quer dizer, Estado mínimo em termos. Pois o Estado deixa de investir em setores estratégicos e essenciais, como Educação, Saúde e Habitação, para impor um modelo de administração antiquado, no que se refere a áreas como Transportes, por exemplo, "amarrando" as empresas de ônibus numa camisa-de-força que inclui visual padronizado (que confunde os passageiros e facilita a corrupção), sistema de consórcios (que cria oligarquias politicamente formadas) e poder concentrado dos secretários de transportes (que acumulam poder mas se sobrecarregam em responsabilidades pesadas e difíceis).

Seu afilhado político, Eduardo Paes, implantou esse modelo autoritário e tecnocrático de transportes, cujo fracasso se observa muito bem nas ruas cariocas, com transtornos que variam de ônibus enguiçados ou acidentados e com letreiros digitais pifando até pessoas pegando ônibus errados e engarrafamentos causados pelas filas de ônibus nos pontos dos corredores BRS.

Mas não só nos transportes, mas em boa parte da política da dupla Paes / Cabral Filho, ocorrem gafes infinitas. E muito trágicas. Houve explosão de gás na Praça Tiradentes, pacientes mortos na busca de algum hospital para internação, acidentes com bonde com vários mortos e até mesmo um funcionário da campanha Lei Seca pego dirigindo embriagado, causando um acidente com mais um morto. E houve ainda um ônibus da Translitorânea Turística, com o visual "devidamente" padronizado, que se incendiou na Linha Amarela.

É esse grupo que quer ficar no poder até mesmo depois de 2016. E as pesquisas de opinião, provavelmente fictícias, apontam o "favoritismo" de Eduardo Paes para a Prefeitura do Rio. Talvez os institutos de pesquisa sejam um tanto masoquistas, ou seus executivos andem sonhando com Madri e Miami...

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