quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

"A PRIVATARIA TUCANA" INSPIRA FUTURA CPI DA PRIVATARIA



Por Alexandre Figueiredo

O demotucanato está em pânico. A Privataria Tucana poderá causar um efeito ainda mais explosivo pela terceira vez.

Pela primeira, o livro, como simples promessa de lançamento, já resultou na humilhante derrota eleitoral do presidenciável do PSDB, José Serra, e na crise interna e grave no partido, que gerou um grave êxodo de membros do partido e de outros partidos-irmãos, o DEM e o PPS, além de agravar o conflito interno entre os "caciques" tucanos Serra, Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Alckmin e Aécio Neves.

Pela segunda, o livro deixou a grande imprensa em profundo estado de choque, tomada de um silêncio que fala muito de seu sobressalto repentino. Sem poder reagir de forma convincente, até agora só vieram pontuais ataques da Folha de São Paulo e do calunista de O Globo, Merval Pereira, pelo jeito completamente traumatizado e com a consciência pesada.

Pela terceira vez, ainda não aconteceu, mas é o que promete a protocolada criação da CPI da Privataria, pelo deputado Protógenes Queiroz, que está prevista para iniciar no próximo ano. Um debate realizado ontem no Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, que contou com o próprio Protógenes - que detalhou em primeira mão a medida, já anunciada no começo do evento - , que contou também com o próprio autor de A Privataria Tucana, Amaury Ribeiro Jr., e com os blogueiros jornalistas Altamiro Borges e Paulo Henrique Amorim, entre outros, deu o tom do sucesso do livro, à revelia de qualquer omissão ou reacionarismo midiático.

Ontem, quando meus pais estavam vendo o Jornal da Band - eu havia saído do computador para fazer minha refeição noturna - , houve até a notícia da CPI da Privataria, mas em nenhum momento o livro de Amaury, que claramente inspirou a iniciativa, foi citado.

Hoje, quando vi o portal da Veja, a "presença" do livro de Amaury se limitou a uma frase de José Serra que classificou o livro como "lixo" e um linque removido sobre a CPI da Privataria. Mas é muito provável que seus calunistas partam para cima de Amaury com os mais baixos ataques contra o livro.

O tucanato está assustado, e a tranquilidade de José Serra e Merval Pereira, durante a posse deste último na Academia Brasileira de Letras - tudo por conta de dois livrinhos, um deles mera coletânea de artigos - , se converteu num pânico, num desespero de gente que sabe a encrenca em que se meteu, mas não quer assumir seus erros que ameaçam seriamente suas reputações.

Na sua palestra, Paulo Henrique Amorim citou que as privatizações realizadas em vários países latino-americanos geraram muita corrupção. Até mesmo o autoritário e picareta Alberto Fujimori, do Peru, que está preso, foi citado.

Mas, descrevendo o caso brasileiro, Amorim lamentou que Fernando Henrique Cardoso continua fazendo palestras e entrevistas, ainda mais quando hoje divulga seu livro A Soma e o Resto, tornando-se o queridinho da velha mídia. Pior: FHC cobra R$ 50.000 por cada palestra.

Mas "a soma" de FHC não conseguiu ofuscar o sucesso editorial de A Privataria Tucana, que certamente mostra dados que o "livro de memórias" do "príncipe dos sociólogos" não apresenta, por razões mais do que óbvias.

Já começa a se articular a campanha pela organização da CPI da Privataria, para que ela aconteça e se conclua punindo todos os responsáveis comprovados pela investigação. Isso faz tremer não só o tucanato, mas também o poderoso empresário Daniel Dantas, do Banco Opportunity, considerado um dos mais corruptos do país.

O poderio dele e dos políticos tucanos, além da mídia associada, pode não sofrer ainda as derrotas definitivas, mas não precisamos ter pressa: a guerra está apenas começando. E, a julgar pelo ocaso político do corrupto histórico Paulo Maluf, reputações de gente corrupta podem ser derrubadas, sim.

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