quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PRIVATARIA: FOLHA QUEBRA O SILÊNCIO, MAS TENTA DESQUALIFICAR



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A grande mídia teria que quebrar o "silêncio" com o sucesso de A Privataria Tucana. Essa demora, que parece estratégica, na verdade resulta do medo dessa mídia em que certas denúncias venham a conhecimento do grande público.

Mas como não dá para deter o sucesso, a Folha de São Paulo não "se deteu" a comentar o livro, mas o fez de forma a desqualificá-lo (como se a Folha não reconhecesse as provas documentais existentes em boa parte do livro), na primeira artilharia contra Amaury Ribeiro Jr.. Sobretudo quando "pôs em dúvida" a legalidade dos procedimentos adotados pelo jornalista.

A Folha, no entanto, dedicou um texto especial para a "defesa" de José Serra, que, irritado e arrogante, classificou o livro como "lixo, lixo, lixo", "coleção de calúnias" e "crime organizado fingindo ser jornalismo". Ricardo Sérgio, o tesoureiro da "privataria", no entanto não se manifestou, mas em outras ocasiões tentou negar as acusações do livro.

Privataria: Folha quebra o silêncio, mas tenta desqualificar

Pelo Blog do Weden - Membro associado do portal Brasilianas.Org

Pressionado pela rede e por leitores, o jornal Folha de S, Paulo finalmente quebrou o silêncio em torno do livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr, A Privataria Tucana, que traz provas do envolvimento de integrantes do PSDB com paraísos fiscais e operações ilegais nas privatizações.

O silêncio em torno do livro durou uma semana, mesmo a livraria online do grupo apontando há mais de três dias o trabalho jornalístico como a obra mais vendida em em todas as categorias.

Como era de se esperar, o jornal, conhecido por suas posições partidárias favoráveis ao PSDB, tenta num curto texto desqualificar o trabalho de investigação do jornalista Amaury Ribeiro Jr, repórter que venceu por três oportunidades o prêmio Esso de Jornalismo, a mais importante premiação na área.

Na matéria, apesar das 141 páginas de documentos que o livro traz sobre transações ilícitas em paraísos fiscais que beneficiaram amigos e parentes de Serra, o jornal afirma que não há “provas de que esse dinheiro tenha a ver com as privatizações”

Quanto às operações do empresário Carlos Jereissati, irmão de Tasso Jeireissati, um dos mais importantes políticos do PSDB, a Folha também tenta desqualificar o trabalho de reportagem investigativa, dizendo que o livro “não traz provas de que essa transação tenha algo a ver com Serra e as privatizações”. Carlos Jereissati é proprietário da antiga Telemar (hoje, Oi), uma das empresas que surgiram no processo de privatização das telefônicas.

Nos dois casos, o jornal sugere que enriquecimento de amigos e parentes não tem nada a ver com o ex-governador José Serra, uma atitude incomum no jornal conhecido pelas ilações em torno de relações de parentesco. Um exemplo foram as acusações publicadas no jornal, há alguns meses, de que a esposa do ex-ministro dos Esportes, Orlando Silva, tinha se beneficiado de patrocínio da Petrobras, por influência do marido, fato nunca provado.

A tentativa de desqualificação do livro prossegue com amplo silêncio em torno da documentação, do trabalho de apuração que durou mais de dez anos, e pela insistência em ligar o início da investigação à campanha de Dilma, no ano passado.

O jornal tenta ainda explicar o silêncio em torno do livro, afirmando que “boa parte do material foi publicada antes por jornais e revistas, entre eles a Folha”.

Na verdade, a imprensa publicou pequenos trechos, de um livro com 300 páginas, mesmo assim atribuindo os fragmentos a um suposto dossiê montado por adversários dos tucanos.

Melhor referência ao livro é de José Simão

Depois de uma semana de silêncio em torno do trabalho investigativo do premiado jornalista Amaury Ribeiro Jr, o melhor tratamento ao livro A Privataria Tucana nas páginas da Folha veio justamente de um humorista, um dos poucos que conseguem manter independência em relação à direção do jornal paulista.

José Simão brinca dizendo que vai dar para José Serra de presente o próprio livro que o acusa de enriquecimento ilícito.

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