terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O SILÊNCIO DA VELHA MÍDIA DIANTE DO SUCESSO DE "A PRIVATARIA TUCANA"



Por Alexandre Figueiredo

A velha grande mídia, por enquanto, trata o livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr., com o mais absoluto desdém. Ignora até mesmo seu estrondoso sucesso, que já reflete no segundo lote de 15 mil livros vendidos.

Impotentes para engolir o escândalo causado pelas informações descritas no livro, que apenas como promessa de lançamento, no ano passado, causou o devastador efeito da crise interna do PSDB e da desmoralização de familiares e amigos dos políticos tucanos, os jornalistas da grande mídia conservadora fazem que o assunto não é com eles.

Esses jornalistas, que se gabam em ser os senhores da opinião pública e os paladinos da livre informação, certamente não estão desinformados sobre o livro. O problema é que o escândalo assusta eles. Eles estão com medo. Nem o Instituto Millenium, tão zeloso pela sua missão "intelectual", publicou uma nota sequer sobre o livro de Amaury.

Enquanto não juntam munição nem inventam factóides para "incriminar" o jornalista, a velha mídia não sabe o que fazer com o livro. A princípio, reagem com a maior indiferença, contradizendo sua ojeriza à corrupção. Logo a velha mídia, a primeira a divulgar passeatas contra a corrupção e cujos quadros dizem defender a moralidade na sua mais elevada expressão, se recursa a sequer falar ou comentar sobre a corrupção descrita no livro.

Afinal, que direito de informação é esse? A própria mídia teme lavar suas roupas sujas no território nacional, seja em redes de TV, rádio e Internet ou nas revistas e jornais distribuídos em todo o país. Como explicar as irregularidades de um processo que foi defendido tão arduamente pela velha mídia, com clara obsessão em ver o Estado o mais anoréxico possível e as estatais brasileiras nas mãos do capital estrangeiro?

Pois são denúncias documentadas fartamente o conteúdo do livro. A obra não é um panfletário denuncismo vazio, mas uma longa reportagem sobre a corrupção de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Daniel Dantas, Verônica Serra, Paulo Henrique Cardoso e outros. Documentos que mostram a corrupção também em tentáculos estrangeiros, envolvendo companhias norte-americanas e depósitos bancários em "paraísos fiscais", como as Ilhas Virgens.

Em outros tempos, a oposição política atacava o governo Dilma Rousseff munidos de jornais e revistas como Veja, O Globo, Época, Isto É, Estadão e Folha de São Paulo nas mãos. Gritavam mil desaforos, alegando "defenderem a moralidade". Hoje, no entanto, os mesmos oposicionistas do PSDB, DEM e PPS, entre outros "simpatizantes", ficaram em silêncio, ninguém fez qualquer menção sobre A Privataria Tucana.

Quem deve, teme. Certamente, os políticos que fizeram a festa neoliberal nos anos 90 e que foram denunciados pela cuidadosa investigação de Amaury Ribeiro Jr. estão em pânico, porque o livro poderá repercutir ainda mais.

Sua divulgação modesta na mídia e a ampla cobertura na blogosfera já começam a espalhar o escândalo para a opinião pública, complicando ainda mais a situação do trio PSDB-DEM-PPS, que não consegue explicar nem desmentir as acusações resultantes de tais denúncias.

Com toda a certeza, se o demotucanato achou que vivia seu inferno astral com a derrota eleitoral de José Serra em 2010, é porque não tem a menor ideia de que o escândalo só está no começo.

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