domingo, 18 de dezembro de 2011

MERVAL PEREIRA DÁ SEU TIRO CONTRA "A PRIVATARIA TUCANA"



Por Alexandre Figueiredo

Depois do silêncio preocupante da velha mídia, eis que ela começa a usar sua artilharia contra o sucesso estrondoso do livro A Privataria Tucana.

Hoje foi a vez de Merval Pereira, o "imortal" calunista de O Globo, que escreveu um texto pretensioso intitulado "A ficção de Amaury". Com pedantismo jurídico e um arrogante senso moralista, Merval desqualifica, tal qual o "anônimo" artigo da Folha, o jornalista Amaury Ribeiro Jr..

No entanto, Merval cospe no prato em que comeu. Amaury trabalhou com ele no jornal O Globo e o "imortal da TV Globo" havia elogiado o jornalista mineiro durante sua posse na Academia Brasileira de Letras. Mas, agora que Amaury lançou um livro cujas informações incriminam os tucanos, Merval mudou o tom e partiu para o ataque.

Definindo Amaury como serviçal da campanha petista, Merval ironizou o título do livro, definido pelo calunista como "tomada de posição política contra as privatizações" e ainda por cima "cobrou" posições dos petistas pela revisão das privatizações e da suposta omissão em relação ao obscuro livro O Chefe, do ex-petista Ivo Patarra.

Merval, no entanto, desconhece que o livro de Ivo foi lançado durante a campanha eleitoral em 2006 na carona do escândalo do mensalão (que pode ter tido a participação de gente do PT, mas possui raízes no tucanato).

Quanto à revisão das privatizações, a velha mídia não deixou que a opinião pública cobre pela revisão. A mídia "sufocou" as campanhas contra FHC, o poder midiático ainda exercia sua influência. É aquela coisa, o algoz afoga sua vítima, aperta sua cabeça sob a água e ainda pede que ela saia d'água. A mídia mesma desmoralizou qualquer manifestação das esquerdas pela revisão das privatizações.

Merval também tentou dar uma de esperto, perguntando se "trapaceiro registra seus trambiques em cartório". Ora, é elementar que não. O que os trapaceiros fazem é adulterar suas informações para dar um verniz de legalidade nos documentos.

O calunista fez muitos elogios ao PSDB, sobretudo ao Fernando Henrique Cardoso e ao processo de privatização (que Merval acredita terem sido feitos honestamente). E lamenta que familiares de José Serra estivessem envolvidos nas acusações de Amaury Ribeiro Jr., que Merval não cansa de tratá-las como "infundadas".

Merval Pereira ainda define o livro de Amaury Ribeiro Jr. como "ficção", desgostoso com o sucesso do livro. Mas, em resposta, Altamiro Borges e Luís Nassif definiram Merval Pereira como ficção da Globo.

Afinal, Merval nem era para estar na Academia Brasileira de Letras, se esta fosse uma entidade séria. Merval só lançou dois livros, um deles uma mera coletânea de artigos. E nenhum dos dois de grande importância literária para que ele tenha um assento na "casa de Machado". Portanto, como intelectual, Merval, sim, mais parece mais uma celebridade da Rede Globo de Televisão.

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