quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

MERVAL E OS TUCANOS



Por Alexandre Figueiredo

Merval Pereira foi chorar nos ombros de Carlos Alberto Sardenberg, seu coleguinha das Organizações Globo, na rádio CBN. Merval está fulo da vida com o sucesso do livro de seu ex-empregado Amaury Ribeiro Jr., A Privataria Tucana, que destrói os heróis sagrados do calunista da Globo.

O "imortal" até tentou forjar "superioridade", em artigo recente de O Globo, com pedantismo "legalista" e arrotando pretenso moralismo, tentando desqualificar "de forma nobre" o jornalista mineiro, que no entanto segue com as boas vendas do livro.

E, como quem deve teme, a histeria de Merval Pereira mostra o pânico em que ele e seus colegas se encontram diante dos escândalos envolvendo o tucanato nas denúncias fartamente documentadas sobre a farra financeira que se seguiu às privatizações do governo FHC. Merval deve ter sua fatia guardada naquela fortunalhada tucana das Ilhas Virgens.

A mídia tucana tenta fazer o possível para criar um espetáculo para distrair a opinião pública e evitar o sucesso pleno do trabalho de Amaury, que pode derrubar toda uma classe de tecnocratas que durante anos dominou o país.

Tem os chiliques de Merval Pereira e, certamente, de seus coleguinhas. Talvez a Miriam Leitão possa também disparar suas farpas contra o "livro de muito mau gosto" de Amaury. A Veja deve fazer os ataques mais violentos, deve se preparar para próximas artilharias, num trabalho paralelamente feito com sua edição conjunta de natal, retrospectiva e ano novo (tudo em minúsculas, porque, como toda megalomaníaca, Veja pensa pequeno).

A Folha de São Paulo, antes de Merval, também jogou pedras do escuro de suas redações contra Amaury, na tentativa de transformar o livro num fiasco. O Estadão deve ser mais "elegante" nos ataques, mas não menos duro. E a Rede Globo, com seu "novo" espetáculo jornalístico, com Patrícia Poeta e seu vozeirão substituindo o jeito maternal de Fátima Bernardes, tentará também mostrar sua pretensa superioridade diante do sucesso editorial de A Privataria Tucana.

Até mesmo a ex-VJ Soninha Francine - espécie de "Pedro Alexandre Sanches" da Era Lula - veio para socorrer o combalido José Serra, na medida em que este está acuado com as denúncias divulgadas e ainda com os fortes rumores de que estaria brigando com Aécio Neves e até com o "sertanejo pegador" Geraldo Alckmin.

E, fora do perímetro urbano do demotucanato, a velha mídia deve continuar distraindo o povão com popozudas, funqueiros, axézeiros, breganejos, com suas rádios FM, programas "populares" de TV e imprensa "popular" cheios de ninharias.

E como serão MC Leonardo e Pedro Alexandre Sanches, serviçais da velha mídia, diante do reconhecimento público do seu envolvimento com os barões midiáticos, ainda que indireto? Não se sabe, mas talvez nasça um Merval Pereira dentro deles tentando dizer que "nada tem a ver", que "cultura está acima das ideologias" e coisa e tal.

Só que esse papo de "acima das ideologias" o próprio Francis Fukuyama, ídolo de José Serra, Merval Pereira, Otávio Frias Filho e seus consortes, já disse muito em seus artigos sobre o "fim da história", muito antes dos "onze de setembro", das "primaveras árabes" e das "ocupações primeiro-mundanas' que mostram o quanto a História continua acontecendo.

A Privataria Tucana, definitivamente, tornou-se a "caixa de pandora" do Brasil atual. E muita coisa ainda vai acontecer por efeito desse livro.

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