terça-feira, 22 de novembro de 2011

"RAP DA FELICIDADE" NÃO É MÚSICA DE PROTESTO. E É RUIM PACAS



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O "funk carioca" é um grande embuste que tenta se passar por "movimento sócio-cultural" para que outros movimentos sócio-culturais não aconteçam. Além do mais, seus militantes primeiro falam bobagens para depois dizerem "não é bem assim". Ou seja, primeiro falam mal do policiamento nas favelas ou pedem que o "funk" seja ensinado no lugar das redações escolares, para depois desmentirem.

Os militantes funqueiros são pessoas astutas, traiçoeiras, que praticamente "compraram" a intelectualidade brasileira que os primeiros trairão na primeira oportunidade.

"Rap da felicidade" não é música de protesto. E é ruim pacas

Por Marcelo Pereira - Blogue Pizzaria do Poder

O troço pavoroso e humilhante que é conhecido como "funk" carioca, é um exemplo de decadência musical. Seus expoentes não possuem informação musical e tudo que eles conhecem sobre música é através do rádio e da televisão, péssimos professores de música. O que significa que nada tem de cultural, representando mais um braço da indústria de entretenimento, mesmo quando os projetos são feitos "por conta própria". E dá muito dinheiro aos seus envolvidos, embora ninguém goste de admitir isso.

A ideia de transformar o "funk" carioca em "movimento cultural", se deu pela necessidade de isenção fiscal por parte dos - poderosos - donos das equipes de som, além do acesso dos mesmos á vida política no Estado do Rio de Janeiro. Existe até uma bancada "funkeira" e um partido (o pseudo-esquerdista PSOL). Mesmo assim, essa conquista se dá através de vias alternadas, já que instituições oficiais não reconhecem essa patetice evidente como "cultura".

Além da péssima qualidade musical, caracterizada pela ausência de melodia, por arranjos fracos e vozes de calouro fracassado (abacaxi neles!), o "funk" ainda humilha o povo pobre através de letrinhas imbecis e coreografias ridículas.

O "Rap da Felicidade" não foge disso, já que é tosco e sua letra parece um trabalho escolar feito por uma criancinha de 7 aninhos de idade. Além disso, a "música" não é "rap" coisa nenhuma. É uma cirandinha mal cantada, com instrumental feito por teclado de centésima categoria, daqueles comprados "lá em Acari".

Reproduzo aqui a letrinha desta musiquetinha sem-vergonha que está sendo considerada pelos leigos como "música de protesto". Somente quem não conhece ou despreza a verdadeira música de protesto, sobretudo a da segunda metade dos anos 60 para achar uma tolice como essa, uma "música de protesto". Vou provar aqui que isso é uma mentira, inventada por quem quer promover - e se promover com - o "funk" carioca. Uma novíssima forma de paternalismo e gerar lucros com o sofrimento alheio.

Vão ler e estudar antes de cuspir uma droga como essa.

Vamos à letrinha, com autoria atribuída a um elemento que assina como Julinho Rasta e uma garota que assina somente como "Kátia". Vejam se não parece coisa de criancinha pequena.

Eu só quero é ser feliz / Andar tranqüilamente na favela onde eu nasci, é
E poder me orgulhar /E ter a consciência que o pobre tem seu lugar
- Esse verso é claramente conformista. Como uma letra "de protesto" pode ter um verso que estimula acomodação? Ser pobre é bom? Não ter dinheiro é bom? Esgoto na porta de casa é bom? Morrer de fome é bom? Não ter acesso a serviços básicos é bom?
Esses versos claramente são uma apologia da pobreza.

Fé em Deus... DJ
- Todos sabem que religiões tem muita força na população carente. Quem tem menos instrução é mais suscetível a manobras, da mídia e das igrejas.

Minha cara autoridade, eu já não sei o que fazer / Com tanta violência eu tenho medo de viver / Pois moro na favela e sou muito desrespeitado / A tristeza e a alegria aqui caminham lado a lado
- Esses versos só falam o óbvio. Quem é que gosta de violência? Somente quem a pratica, claro. Mesmo assim a letra fala em "alegria", mais um sinal de acomodação com os problemas com a pobreza.

Eu faço uma oração para uma santa protetora / Mas sou interrompido a tiros de metralhadora / Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela / O pobre é humilhado,esculachado na favela
- A religiosidade aparece novamente aqui. Mais uma vez se confirma a ingenuidade de quem escreveu, esperando que um ser invisível e sem existência comprovada possa resolver o seu problema. Há, pelo menos o reconhecimento de que os ricos vivem com melhor "qualidade de vida" (mesmo que seja apenas "grande" e bela", o que não significa qualidade explícita) e que o morador da favela é realmente humilhado.

Já não agüento mais essa onda de violência / Só peço, autoridade, um pouco mais de competência
- Mais um verso óbvio, que poderia ter sido escrito por qualquer pessoa sem vocação artística. Até mesmo um portador de Síndrome de Down é capaz de escrever versos como estes.

Diversão hoje em dia não podemos nem pensar / Pois até lá no baile eles vêm nos humilhar / Ficar lá na praça, que era tudo tão normal / Agora virou moda a violência no local
- Mais um versinho óbvio. Quer diversão? Vai trabalhar, malandro!

Pessoas inocentes, que não têm nada a ver / Estão perdendo hoje o seu direito de viver / Nunca vi cartão postal que se destaque uma favela / Só vejo paisagem muito linda e muito bela
- Como é que é? Enlouqueceu? Cartão postal com favela? Favela é uma construção provisória e improvisada, uma caverna moderna feita para quem não tem condições de arrumar uma casa para morar. Não segue nenhuma regra de arquitetura e são lugares bem inseguros, visto que há "gatos" de energia, construções em áreas de deslizamentos, acessos apertados, além de serem claramente feios e sem qualquer infra-estrutura básica, vamos reconhecer. Somente masoquistas gostariam de viver eternamente num lugar de péssima qualidade, sem dignidade.

Quem vai pro exterior da favela sente saudade / O gringo vem aqui e não conhece a realidade / Vai pra Zona Sul pra conhecer água de coco / E pobre na favela,vive passando sufoco
- Uma contradição. O autor reconhece que a vida "de rico" é melhor que a dele, mas ainda mantém seu amor pela vida na favela. Qualé? Quer viver bem ou viver mal? Decide, pô! Recentemente, favelas viraram pontos turísticos para "gringos", o que no ponto de vista destes, é encarado como um "habitat" natural desta "espécie animal" conhecida como "favelado". Ou seja, mesmo quando a favela se torna objeto de atração para estrangeiros, existe humilhação ao povo pobre. Humilhação que é ignorada pelos autores.

Trocaram a presidência, uma nova esperança / Sofri na tempestade, agora eu quero a bonança / O povo tem a força, só precisa descobrir / Se eles lá não fazem nada, faremos tudo daqui.
- Um detalhe a observar: "trocaram a presidência" na época, se refere ao governo Collor, um governo direitista que desagradou "gregos" e "troianos" após o confisco da poupança, algo que irritou bastante os ricos. O povo tem a força? Só se for a força troglodita dos brucutus. Sem educação (não me refiro a instrução escolar, mas ao preparo intelectual que desenvolve o senso crítico, que nem escola, nem mídia e nem sociedade dão a qualquer indivíduo), o povo não é nada.

Conselho aos defensores dessa joça. Vão aprender o que é cultura, arte e protesto. Vão estudar música. Vocês não sabem nada de coisa nenhuma.

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