segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A MÍDIA PRIVADA E PODRE DO BRASIL ESCONDEU VAZAMENTO DE ÓLEO NA BACIA DE CAMPOS



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O descaso de empresas estrangeiras que só querem saber de lucro e de criar o maior número possível de reservas de mercado em outros países faz com que haja descuidos e acidentes diversos, como esse desastre ambiental causado pela norte-americana Chevron. E, em vez de se resolver o problema - não bastasse ele ter sido criado em vez de prevenido - , a Chevron tenta "minimizar" os efeitos tentando cooptar a sempre subserviente (ao capital estrangeiro) velha grande mídia.

A mída privada e podre do Brasil escondeu vazamento de óleo na bacia de Campos

A CHEVRON comprou a GLOBO e ponto. Colocou um avião da empresa à disposição de um jornalista e da equipe do JORNAL NACIONAL – o da mentira – e noticiou o acidente segundo seus interesses.

Laerte Braga(*) - Blogue Quem Tem Medo da Democracia? - Reproduzido do blogue Boilerdo

Se o acidente na bacia de Campos envolvendo a CHEVRON tivesse ocorrido no Golfo do México a GLOBO estaria, diariamente, em todos os seus noticiários, mostrando os prejuízos ambientais causados pelo vazamento de petróleo.

A CHEVRON sabe disso, como sabe que a GLOBO – todo o grupo – é braço do capitalismo internacional no Brasil e emprega em seu quadro de jornalistas um “funcionário” do Departamento de Estado norte-americano, o “jornalista” William Waack (fato revelado pelo site WIKILEAKS nos documentos secretos que trouxe a público). O preferido de Hilary Clinton para “análises políticas”.

Hoje se sabe que a Polícia Federal está acusando a CHEVRON de jatear com areia o lençol de petróleo que vazou, ao invés de retirá-lo das águas do oceano, como determinado e como compromisso assumido pela empresa. Com isso joga o petróleo para o fundo do mar, mantém os danos ambientais que, na prática, pela omissão de dados, são incalculáveis em curto, médio e longo prazo. E ainda que se possa tentar dimensionar o dano na região só se enxerga o que é imediato, mesmo assim, na área, pois do resto do País a GLOBO esconde.

A CHEVRON comprou a GLOBO e ponto. Colocou um avião da empresa à disposição de um jornalista e da equipe do JORNAL NACIONAL – o da mentira – e noticiou o acidente segundo seus interesses.

Houve bronca por parte de outras redes. Estranharam o privilégio concedido a uma única emissora de tevê. A tal que defende a liberdade de imprensa segundo suas conveniências.

Bronca sem razão, sem motivo. A GLOBO é um estamento dentro do setor de comunicações do Brasil, mesmo a mídia privada e podre que conhecemos e temos. Isso tamanho o seu poder.

Vem desde os tempos que precederam o golpe militar dado por norte-americanos contra o governo Goulart em 1964. Apoderaram-se da banda suja das forças armadas brasileiras e derrubaram o governo constitucional.

Empresas como a CHEVRON não têm compromisso algum com qualquer princípio ou escrúpulo em relação ao bem comum. A exemplo de todas as grandes corporações, todos os bancos e todos os latifúndios é uma quadrilha organizada e estruturada num modelo político e econômico falido, mas que nem por isso, ou talvez agora mais por isso, explora e saqueia povos, nações inteiras.

Seja o acidente da CHEVRON, ou seja a TRUSHER. A empresa sofre vários processos no estado do Rio de Janeiro por conta de aterros sanitários para processamento de lixo hospitalar – mau cheiro, falhas técnicas, lixo espalhado nas ruas como sangue, pedaços de tecidos humanos, etc – comprou o prefeito da cidade mineira de Ewbank da Câmara e na velha e mentirosa conversa de gerar progresso através de emprego vai se instalar ali, processando trinta toneladas diárias de lixo hospitalar e ameaçando mananciais de água, além de barragem de Chapéu D’uvas, crucial para o abastecimento de água das cidades próximas, dentre elas Juiz de Fora.

Os pareceres sobre as irregularidades na instalação da TRUSCHER estão à disposição como afirma Robson Marques, mas, evidente, o dinheiro fala mais alto.

É o clássico caso de empregos que em pouco tempo adoecerão uma cidade inteira e trarão danos ambientais a uma extensa área de várias outras cidades.

O progresso/doença.

Varrida do Rio de Janeiro vem para Minas, terra de Aécio Neves e da aberração Antônio Anastasia (por aqui já opera a QUEIROZ GALVÃO que comprou o poder público municipal, estadual, etc, etc, mais uma na cabeça dessa gente não faz diferença e a turma acredita que seja progresso).

São grandes corporações como a CHEVRON. Fazem o que bem entendem da forma que querem. São os corruptores, os políticos são apenas os corruptos, os comprados, como a GLOBO.

Num simples vazamento de DIOXINA numa usina semelhante na Itália – substância liberada nesse tipo de processamento de lixo –, 75 mil animais foram exterminados e gerações de seres humanos continuam a nascer com problemas graves de má formação. O fato acorreu nos anos 70 do século passado.

Por aí dá para tentar imaginar o dano causado pelo vazamento de petróleo num poço da CHEVRON e porque a CHEVRON mantém o assunto em caráter de exclusividade com a REDE GLOBO, nessas horas é necessário que os cúmplices da bandidagem sejam de “confiança” e a GLOBO nisso é perfeita. E o que a TRUSHER chama de progresso.

O jornal FOLHA DE SÃO PAULO, o da “ditabranda” e que emprestava seus caminhões para a desova de corpos de presos políticos torturados e assassinados pelos esbirros da ditadura, na tentativa de pegar uma beirada nesse “grande negócio”, afirma em sua edição de sábado, 19 de novembro, que o vazamento se deve, entre outras coisas a atraso nos planos do governo para prevenir e evitar esse tipo de acidente.

Uai! Não sou petista e nem sou a favor de Dilma, mas pera ai! O que tem o governo com o caráter inescrupuloso de uma empresa como a CHEVRON? Ou com o noticiário mentiroso da GLOBO? Ou com o prefeito corrupto de Ewbank da Câmara em MG?

Exceto o fato de permitir que empresas assim atuem no Brasil, o resto me soa aquela palhaçada do JORNAL NACIONAL quando da queda de um avião da TAM por “falta de ranhuras no aeroporto de Congonhas”.

Quando foram ver a máquina – o avião – estava cheio de defeitos, sem a devida manutenção e VEJA, outro braço da mídia podre estampou na capa que a culpa era do piloto. Morto e sem condições de se defender.

É um erro achar que o Brasil está imune ao que chamam de crise e que na verdade não passa de um ajuste da ordem econômica mundial aos interesses de bancos e grandes corporações.

O modelo político e econômico por aqui está falido, é hora de novas estruturas e isso só será possível se os brasileiros or

ganizados e com direção/percepção corretas dos fatos forem às ruas exigir o que lhes é devido. Pela CHEVRON, pela TRUSHER, pelos bancos, pelas grandes corporações. Voltar as costas à mídia podre como a GLOBO.

Do jeito que está acabamos entreposto dessa turma, dessas quadrilhas.

*Laerte Braga é jornalista e colaborador do “Quem tem medo da democracia?”, onde mantém a coluna “Empodera Povo“.

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