terça-feira, 15 de novembro de 2011

MCDONALDS PROMOVE TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL


MCDONALD'S - É impossível amar tudo isso.

Por Alexandre Figueiredo

Existem denúncias graves envolvendo a rede norte-americana McDonald's. A famosa rede de lanchonetes estaria explorando de forma humilhante seus empregados, dando uma remuneração inferior até mesmo à metade do salário mínimo definido pela Constituição.

A rede, que se diz "a primeira a valorizar o primeiro emprego" e, embora seja uma simples lanchonete, é definida mercadologicamente como "restaurante", estaria ainda promovendo sonegação fiscal, na medida em que cria "ambientes de lazer" que só servem para corte de gastos para "minimizar" a declaração de investimentos à Receita Federal.

As salas, em tese reservadas para o convívio social dos empregados, e dotadas de televisão e computador com Internet, na verdade seriam formas da empresa deter seus funcionários numa "disponibilidade" inútil, enquanto o movimento da lanchonete se encontra baixo. E, o que é pior, esse ócio não é remunerado, não bastasse o salário humilhante que os trabalhadores da rede em sua filial brasileira recebem.

As entrevistas de emprego também não esclarecem que horas os funcionários da rede McDonald's terão que trabalhar e os expositores mentem ao dizer que o salário inicial é de R$ 400,00. Denúncias de vários ex-funcionários da rede dizem que a remuneração nunca vai além de R$ 230 e, em certos casos, chega a ser apenas de R$ 50.

A rede ainda conta com um sindicato, o Sindifast, de origem duvidosa e acusado de fonte de enriquecimento ilícito de seus dirigentes, que defende os interesses da empresa norte-americana através de uma habilidosa equipe de advogados. A atuação do Sindifast é tão nebulosa que os laudos são impressos com folha timbrada do sindicato, o que põe em dúvida qualquer idoneidade de atos assim.

Os funcionários que ficam na "sala de lazer" só podem trabalhar quando autorizados, mesmo se surgirem fregueses, de repente, em cada filial da McDonald's. Não há o estímulo ao trabalho independente e digno, e quando o movimento é maior, a situação não favorece, pois a desorganização é muito grande. E o pique com que os funcionários da rede têm que trabalhar em nenhum momento representa uma melhor chance de remuneração, mesmo quando a jornada alcança o horário noturno, que a Constituição prevê uma remuneração maior.

Há também denúncias de que os alimentos vendidos na rede são de prazo de validade vencido, oferecendo aos fregueses um risco de intoxicação alimentar.

Além do mais, quando os funcionários não conseguem aguentar tantas pressões, são xingados sem qualquer respeito pelos patrões. Uma funcionária foi chamada de burra e pobre por uma gerente só porque, numa entrevista, afirmou que nunca comeu um lanche na McDonald's.

Um outro funcionário foi agredido por uma outra gerente por causa de um acidente de trabalho grave, queimando-se na chapa. E, ainda por cima, não foi socorrido e foi acusado pela gerente de não saber trabalhar. Outro funcionário sofreu humilhação racista quando, ao derrubar acidentalmente três hambúrgueres no chão, foi chamado de "preto, gordo e incompetente". O que daria, para o gerente que o xingou, prisão em regime fechado e sem direito a fiança, pelo crime de racismo.

Com tantas denúncias contra a rede, dá para amar tudo isso, conforme diz a ambiciosa propaganda da rede? Não dá! Mas, em que pese a gravidade de todas essas denúncias, a McDonald's continua no mercado nos seus 32 anos de instalação no Brasil e investe pesado em advogados para driblar todos os processos judiciais, apesar do claro descumprimento de normas trabalhistas e pela sonegação fiscal.

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