segunda-feira, 28 de novembro de 2011

FUNQUEIROS MATAM MOTORISTA E PRATICAM ASSALTOS



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: "Isso, isso, põe a culpa no funk. É para isso que nós servimos. O preconceito de vocês é implacável", diria um dirigente funqueiro ao ver uma nota dessas. É assim que se expressa a arrogância às avessas do "funk", sempre posando de vítima, quando na verdade apenas não quer ser criticado de forma alguma.

Pior, a campanha toda do "funk" cria um clima de histeria e um complexo de superioridade de seu público que acaba por fazê-lo ainda mais agressivo, brutal e arrogante. E, quando são contrariados, são capazes de assassinar um trabalhador e roubar sua carteira.

Principalmente um motorista que sofre as pressões do seu trabalho dentro de um modelo tecnocrático de transporte coletivo da cidade de São Paulo. Ele teve um mal súbito e por isso provocou o acidente de trânsito que irritou os funqueiros.

Na noite de sábado último, os "pacíficos" funqueiros, além de terem linchado o motorista até a morte, roubaram sua carteira e assaltaram os demais passageiros, além de terem depredado o veículo.

Ué, cadê o "movimento social"? Os funqueiros não eram amigos da classe trabalhadora? Fala sério...

SP: motorista linchado será enterrado no dia que faria 60 anos

Por Hermano Freitas - Portal Terra

O corpo do motorista de ônibus Edmilson da Silva, morto na noite de sábado, aos 59 anos, é velado desde as 17h no Cemitério da Vila Albina, zona leste de São Paulo. O enterro será na terça-feira, às 9h, dia em que ele completaria 60 anos, segundo sua mulher, Digeane da Silva Alves, 35 anos.

Muito abalada, a dona de casa disse apenas que espera que os responsáveis sejam punidos. "Eu só peço justiça, porque o meu marido ninguém traz de volta", disse a viúva. Edmilson foi linchado por moradores na noite de domingo após perder o controle do veículo e atingir diversos carros e motos no Jardim Planalto, no bairro do Sapopemba.

O clima no velório era de revolta, consternação e alguma preocupação. Uma das amigas presentes ao enterro, que amparou Digeane enquanto caminhava para que ela não caísse, disse que tem medo de passar pelo local onde o crime ocorreu. "Depois do que aconteceu anteontem, eu fico preocupada até de falar alguma coisa", disse a empregada doméstica, que não quis se identificar.

Ela afirmou que conhecia muito bem a vítima e que ele costumava deixar ela entrar sem pagar no ônibus. Motoristas e cobradores presentes ao enterro disseram que o sindicato da categoria entrou em um acordo com a Viasul, empresa onde Edmilson trabalhava, para manter a linha fora de atividade até que ele seja enterrado.

O cobrador do coletivo afirmou que o motorista teve um mal súbito e por isso bateu o carro. Ele foi socorrido ao Pronto-Socorro do Hospital Sapopemba, mas, segundo o hospital, já chegou sem vida. O acidente ocorreu por volta das 23h40 na rua Torres Florêncio e Rielli. Testemunhas afirmaram que ali acontecia um baile funk.

O ônibus bateu em um furgão e atingiu mais dois carros e três motos antes de uma passageira puxar o freio de mão. Os frequentadores do baile funk teriam se revoltado com o acidente, depredado o veículo e espancado o motorista. O caso foi registrado na 70ª DP.

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