segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A ESPERTEZA SEM LIMITES DA BANDA CALYPSO


TUDO PELA VISIBILIDADE NA MÍDIA - Taís Araújo e Leandra Leal "aderem" à breguice astuta da Banda Calypso.

Por Alexandre Figueiredo

Quem dá mais? Está certo que o brega-popularesco anda desgastado e que vários estilos e intérpretes, em vez de alugar atores para participarem de eventos, alugam ex-integrantes do Big Brother Brasil que custam mais barato e topam qualquer parada.

Mas há casos em que atores mesmo são "comprados" num acordo tácito que envolve garantia de maior visibilidade na mídia e acesso a papéis de destaque nas novelas da Globo e nos comerciais de cosméticos, no caso de atrizes, e de cursos de inglês, no caso de atores.

Só que há nomes do brega-popularesco que vão longe demais no pretensiosismo marqueteiro através desta e de outras manobras. Recentemente, a Banda Calypso, um dos símbolos da "cultura popular" da velha grande mídia e um dos "coitados" favoritos da intelectualidade etnocêntrica, simplesmente "comprou" duas atrizes diante das finalidades acima mencionadas.

Tudo pelo espetáculo, para distrair o "povão" da urgência dos movimentos sociais e da necessidade de uma cultura com mais qualidade e sem vínculos com a velha mídia. E que, sabiamente, é apelidada pela crítica dotada de bons neurônios de "Apocalypso".

A Banda Calypso fez de tudo ao construir seu sucesso se fantasiando de filantrópico, comprando o apoio de roqueiros e atrizes mais descoladas e até se passando de esquerda para depois sair abraçada ao casseta do Instituto Millenium, Marcelo Madureira, mais de uma vez.

A dupla Joelma e Chimbinha é, no âmbito da música brasileira, mais ou menos como se Eliane Cantanhede e Gilberto Dimenstein assinassem, juntos, uma coluna na Folha de São Paulo. É, de longe, a dupla mais espertalhona da música brasileira. E os dois se ascenderam através de manobras puramente marqueteiras, o que mostra o quanto a mediocridade artística, num país escravizado pela tecnocracia que é o Brasil, pode ter êxito através do marketing.

O grupo começou vendendo barato discos gravados por uma gravadora pequena, mas NÃO independente - sua mentalidade é igualzinha à das grandes gravadoras, só não teve a sorte de abrir um escritório em Los Angeles ou Nova York - , chamando a atenção de curiosos mais incautos.

Depois, foi vender uma falsa imagem cult na grande mídia, e aí criar um factóide da falsa indicação ao Nobel da Paz. Enquanto isso, o casal que está à frente da banda - cujos outros músicos existem, mas nunca aparecem nas fotos - enriquece horrores a cada factóide ou marketing que fazem.

O grupo ainda seduziu o antropólogo Hermano Vianna - inclinado a muita breguice - e Chimbinha tentou se autopromover tocando com músicos do Rock Brasil, talvez um acordo para que estes se apresentem em eventos do interior patrocinados pelo empresário da Banda Calypso.

De forma marqueteira, Chimbinha disse que era influenciado pelos Ventures (histórica banda de surf rock dos anos 60), quando na verdade sua influência nunca passou, quando muito, de momentos menos inspirados dos Incríveis. Forjar tal influência seria o mesmo que Tiririca dizer que é influenciado por Paulo Freire e a Mulher Melancia ser influenciada por Audrey Hepburn.

Até uma suposta separação conjugal os dois "plantaram" para se manter em evidência. Enquanto isso, sua música de qualidade bastante duvidosa alcança mais posições nas rádios, e a dupla pegou carona na moda dos ídolos-coitados que, de Waldick Soriano a Tati Quebra-Barraco e Leandro Lehart, tentam levar vantagem posando de "injustiçados". Fizeram a mesma coisa.

O grupo é queridinho até do tropitucano Pedro Alexandre Sanches, que ficou tristinho quando soube que a Banda Calypso não é levada a sério pela (verdadeira) crítica. E, tentando arrancar o apoio da intelectualidade esquerdista mais frágil, foi comemorar o feito lado a lado de Marcelo Madureira, o chamado "bobo da corte" do Instituto Millenium que reúne a nata da escória da direita nacional.

E, além disso, a Banda Calypso foi chamada de indie até pela revista Superinteressante - apesar do grupo claramente estar contratado pela Som Livre, braço fonográfico das Organizações Globo - , a mesma revista que teve o sinistro Leandro Narloch entre seus jornalistas.

A Banda Calypso, para completar, apadrinhou o tecnobrega que, mesmo abançoado pela famiglia Mayorana do grupo midiático O Liberal (que faz parcerias com as Organizações Globo), tentou vender a falsa imagem de "fenômeno sem mídia" que enganou muita gente. Menos Lúcio Flávio Pinto, eu, você e alguns bons samaritanos que não acreditam no lero-lero da pseudo-cultura "popular" da velha mídia.

Um grupo desses com vocalista desafinada e guitarrista ruim que se autopromove pela publicidade mais astuta não tem condições de se tornar um grande valor de nossa cultura. Quando muito, um fenômeno de marketing traiçoeiro mas bem sucedido.

Preconceito? Não, muito pelo contrário. É uma constatação a respeito de um "fenômeno musical" que sempre esteve de acordo com os interesses dos barões da velha mídia.

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