sábado, 8 de outubro de 2011

STEVE JOBS, "PATRONO" DAS MULHERES-FRUTAS?



Por Alexandre Figueiredo

Mais uma vez as chamadas "boazudas" cometem gafes cujo pretensiosismo de inteligência só faz agravar com demonstrações de puro pedantismo.

Pois uma das mulheres-frutas, a "Mulher Maçã", apelido da "musa" Gracy Kelly - a saudosa atriz norte-americana deve se revirar em seu túmulo - fez um comentário infeliz sobre o falecimento do guru da Informática, Steve Jobs, apenas pelo trocadilho que sua principal empresa, a Apple Inc., faz com o "nome artístico" da moça. Apple, sabemos, é "maçã" em inglês.

Pois vejam a "pérola" que a assessoria de imprensa da "musa" divulgou sobre Steve Jobs:

"Ela acredita que boa parte de seu sucesso nacional e principalmente internacional tem haver (sic) com o símbolo da Apple que vem a ser uma maca (sic). No ano em que começou a aparecer na mídia como a mulher maca por coincidência foi o mesmo da ascencao (sic) da empresa americana. Mesmo nunca tendo conhecido esse gênio inventor de grandes modernidades ela se sente profundamente agradecida pelo (sic) maçã vir a ser o símbolo da empresa que vem a ser seu apelido desde adolescente. Ela promete fazer uma nova tatuagem com o símbolo da Apple para eternizar o seu agradecimento".

Comentários pedantes, incluindo a expressão primária "grandes modernidades" e a suposta origem do apelido "mulher-maçã" vir da adolescência. Ora, ora, contem outra! Apelido de mulher-fruta desde a adolescência?

Foi mais uma gafe envolvendo "musas" do gênero, depois que Solange Gomes, célebre por outras gafes, arrogantemente dizer que nunca conheceu José Saramago e que sentia orgulho de nunca ler livros.

Mas as mulheres-frutas nunca fizeram parte da milionária agência Victoria's Secret, nunca se envolveram com astros de futebol americano, nunca fizeram comercial da operadora Sky, e ainda por cima aparentemente deixa o povo pobre feliz.

Há até uma patota machista "que não é machista", da mesma forma que temos uma classe média preconceituosa "sem preconceitos", que aplaudem as mulheres-frutas e, pasmem, lutam pelo direito das mulheres de serem burras. Porque essa burrice, para eles, é um "outro tipo de inteligência", eles vivem no país de Ali Kamel, por mais que digam que preferem seguir Emir Sader.

Por isso qualquer gafe das mulheres-frutas passa. É "mais divertido". Mulheres-objetos cujos apelidos vieram "da adolescência", seja na vizinhança ou na escola. Dá para acreditar? Mas também houve gente que diz que elas são "feministas" porque não vivem na sombra de namorados ou maridos.

Mas são elas que agravam o machismo de nosso país, um machismo enrustido, tão cafajeste que nem se considera machista. O moderno cafajestismo de internautas reacionários que, certamente, usam a tecnologia apenas para "modernizar" seu golpismo ideológico. E que, por isso mesmo, acham que as transformações sociais têm que se reduzir, no Brasil, no máximo na casa da madame ou para fora do território nacional.

Ainda por cima, as gafes acabam desrespeitando a memória de Steve Jobs, um cientista, intelectual e pesquisador que passou muito tempo trancado estudando e calculando para depois lançar seus diversos projetos e invenções, que ajudaram a modernizar a Informática de hoje. Ele nunca teria se preocupado com mulheres-frutas nem com outras baixarias.

Mas os "saudáveis" adeptos das mulheres-frutas é que adoram o circo machista dessas mulheres-objetos. Que enriquece o mercado de revistas, jornais e TVs da velha grande mídia. Que enche de dinheiro os barões da mídia e os chefões do entretenimento que faturam em cima de glúteos siliconados de "musas" que só sabem "pagar mico".

Essa é a velha mídia podre, com sua velha cultura apodrecida.

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