segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A VULGARIDADE FEMININA EM CRISE


DANI BOLINA, A PANIQUETE CASADA, ACUSOU AS COLEGAS DE SEREM "GAROTAS DE PROGRAMA".

Por Alexandre Figueiredo

O entretenimento machista, num país onde o machismo, alikamelianamente, "não existe", teve que aguentar um clima de saia justa provocado pelo grupo de assistentes de palco do programa Pânico na TV.

Esse clima tenso foi iniciado quando Dani Bolina, uma dessas assistentes, conhecidas como panicats ou paniquetes, disse que as colegas trabalhavam como "garotas de programas", incluindo Nicole Bahls, que chegou a ter fotos publicadas em blogues de celebridades internacionais, como o Egotastic e o Hollywood Tuna.

Dani Bolina é a única paniquete casada e que já havia sido expulsa do Pânico na TV por causa disso, o que dava a crer que o celibato é a norma das paniquetes, famosas por namoricos-relâmpago feitos só para plantar notícia.

As colegas, irritadas, não tardaram a dar depoimentos em vários programas de televisão para negar as acusações de Dani. No entanto, a imprensa jagunça, sempre ávida por publicar confusões, se aproveitou para faturar em cima do escândalo.

Por outro lado, o jornal Expresso, equivalente carioca ao News Of The World controlado pelas Organizações Globo, publicou uma reportagem sobre os "espetáculos" que as mulheres-frutas, nome dado às dançarinas de "funk carioca", fazem por todo o Brasil.

Nota-se a preocupação implícita do periódico - é notória a proteção que o "funk" recebe da corporação dos irmãos Marinho - de que a declaração de Dani Bolina se estenda ao âmbito das musas funqueiras.

Sabe-se que, se as paniquetes são menos vulgares e menos grosseiras que as mulheres-frutas e foram classificadas de "garotas de programas", a ampliação do escândalo poderia comprometer as musas funqueiras, que já não gozam de boa reputação.

Além disso, poucos dias antes de Dani Bolina dar seu depoimento, a celebridade Priscila Pires - uma ex-Big Brother Brasil com corpo e QI de mulher-fruta - havia brigado com o marido que não gostou de vê-la usando roupas apelativas no Festival de Barretos.

A cunhada de Priscila defendeu o irmão e a ex-BBB partiu para cima, mostrando o famoso temperamentalismo que é muito comum em musas desse porte, que parecem compensar os glúteos enormes (e siliconados?) com o pavio curtíssimo que se mostra em dados momentos.

Esse quadro mostra o quanto o entretenimento brega-popularesco está em crise. E isso envolve as chamadas musas "populares", que nada provaram do tão atribuído "feminismo popular" que intelectuais etnocêntricos endeusados e seus coleguinhas tanto alardeavam. E mostra o quanto o machismo enrustido do mercado não consegue ocultar por muito tempo certas contradições.

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