domingo, 18 de setembro de 2011

IDENTIFICAMOS O MANUAL DO PSEUDO-ESQUERDISTA



Por Alexandre Figueiredo

Fenôneno constante nos últimos dez anos, o pseudo-esquerdista é aquele conservador ou reacionário que, na intenção de obter maiores vantagens pessoais ou se livrar de alguma encrenca, assume uma postura falsamente de esquerda.

É um garotão troleiro ultra reaça que, só porque é temperamental, acha que é feio assumir-se de direita. Ou é aquele cara reacionário demais que quer adotar uma postura "diferente" para não sair mais "queimado" do que está. Ou é aquele centro-direitista metido a "conciliador" com mania de bancar o "mais moderno", pegando carona em tudo que lhe soar vanguardista.

Certamente, o falso esquerdista não vai mergulhar a fundo no seu simulacro. Lhe horrorizam, por exemplo, blogues como os de Altamiro Borges e Raphael Tsavkko Garcia, e mesmo temas como a regulação da mídia, para o pseudo-esquerdista, são apoiados apenas nas linhas gerais, nos enunciados.

Sabemos que o falso esquerdista apenas quer fazer média, assinando Caros Amigos, Carta Capital e "esculhambando" a Folha, a Veja e a Globo. Nada muito sério, apenas para impressionar os amigos.

Por isso, identificamos várias caraterísticas dos pseudo-esquerdistas brasileiros, algumas delas bastante verossímeis, que fazem com que a turma reaça possa se tornar penetra na festa esquerdista sem despertar grande estranheza.

É um pessoal que pode bagunçar o coreto sem que possa ser tão criticado quanto um José Serra ou Diogo Mainardi. E que pode até lançar bobagens como "marxismo de mercado" que seu "socialismo de resultados" não ganha grande desconfiança, pelo menos na esquerda mais incauta.

Aqui estão os procedimentos que os pseudo-esquerdistas brasileiros de hoje costumam usar para seduzir a esquerda mais frágil:

1) Elogiar personalidades esquerdistas mais populares, cujo carisma é tão forte que até os familiares mais conservadores do pseudo-esquerdista admitem admirá-los, como o ex-presidente Lula, Fidel Castro e Ernesto Che Guevara.

2) Tratar ícones históricos da direita, como Cabo Anselmo, o senador estadunidense Joe McCarthy ou mesmo nomes como ACM, Sarney e Collor como se fossem inimigos distantes, ainda que no fundo eles sejam seus mestres e grandes ídolos.

3) Falar mal da grande mídia. Globo, Veja e Folha. Até com comentários exagerados, como dizer que Fátima Bernardes é feia e Fernando Henrique Cardoso não sabe ler nem escrever.

4) Bajular qualquer político ou personalidade de esquerda. Bajule até indiscriminadamente, na "cabra cega", desde que nenhum esquerdista tenha sido envolvido em algum incidente grave.

5) Se caso for, como a ministra da Cultura Ana de Hollanda, o pseudo-esquerdista costuma adotar uma posição contrária, porque ele observou que medidas como Creative Commons são muito apreciadas pelas esquerdas.

6) Procurar ler todos os periódicos da imprensa escrita de esquerda: Carta Capital, Caros Amigos e Fórum.

7) Seguir os blogues de esquerda mais populares, como Conversa Afiada, Brasilianas.Org e Viomundo.

8) Seguir, no Twitter, perfis de gente como Emir Sader, Paulo Henrique Amorim, Emiliano José.

9) Se seu background ideológico ter sido conservador, costuma aderir a canais neutros aparentemente simpatizantes das esquerdas, como o PMDB e a TV Record.

10) Só quando necessário, desmentir qualquer acusação de direitismo enrustido, isso quando a acusação se torna séria ou repercute entre seus próprios amigos. Aí, costuma-se fazer um dramalhão, quase sempre começando com expressões tipo "É um absurdo". Mas se o pseudo-esquerdista for um troleiro de Internet, a coisa costuma ficar mais fácil, disparando palavrões e xingações no acusador da ocasião.

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