domingo, 4 de setembro de 2011

COINCIDÊNCIAS NOS CASOS VEJA E MURDOCH



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: É certo que a semelhança entre Veja e News Of The World não pode ser creditada ao formato jornalístico, pois News Of The World tem mais a ver com o jornal carioca Expresso das Organizações Globo. Mas de fato a semelhança entre os dois veículos comparados está no anti-profissionalismo e na obsessão rabugenta de buscar ou mesmo inventar uma notícia. Certamente, Veja e News Of The World são igualmente jornalismo do mais baixo escalão.

Coincidências nos casos Veja e Murdoch

Por Antônio Mello - Blog do Mello

As semelhanças entre os casos Veja e News of the World não ficam apenas no comportamento criminoso dos veículos. As reações dos governos brasileiro e britânico apresentam coincidências impressionantes.

Tony Blair, primeiro-ministro britânico por dez anos, só criticou a imprensa de lá no final do mandato, quando afirmou que ela agia "como uma besta feroz".

Comportamento semelhante teve o presidente Lula, que também sofreu nas mãos da "besta feroz", mas só enviou o projeto de Franklin Martins de regulação da mídia no final de seus oito anos de governo. E também só a partir daí adotou uma crítica mais incisiva às corporações midiáticas.

O substituto de Blair, Gordon Brown, acha que registros médicos, bancários e fiscais de sua família foram invadidos. Como se não bastasse, Rebekah Brooks (na época Wade e editora do Sun, do mesmo grupo do News of the World) lhe telefonou para dizer que o jornal ia revelar que o filho dele, de apenas 4 anos, tinha fibrose cística. Ainda assim, um tempo depois, Brown foi ao casamento de Rebekah.

Exatamente como Dilma (sucessora de Lula, como Brown de Blair) foi à festa dos 90 anos da Folha, que publicara em sua primeira página uma ficha criminal falsa da então candidata.

David Cameron, que veio a suceder Brown como primeiro-ministro, foi além "e contratou Andy Coulson, ex-editor do News of the World, como seu assessor de comunicações".

No final do ano passado, um dos nomes cogitados para presidir o Banco Central sob o governo Dilma era o de Fábio Barbosa. Coincidentemente, Barbosa assume este mês a presidência executiva da Abril (Veja), com plenos poderes (inclusive editoriais).

E se Fábio Barbosa vier a procurar a presidenta e propor um acordo do tipo vamos esquecer o passado e pensar no futuro? Dilma vai topar e empurrar com a barriga, com medo da mídia, como os primeiros-ministros ingleses, ou vai aproveitar a oportunidade do flagrante criminoso da reportagem desta semana sobre Dirceu para romper esse triste histórico de coincidências e determinar que a Ley de Medios é para já?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...