sábado, 6 de agosto de 2011

"NERDS" E "ALTERNATIVOS", SEGUNDO A FOLHA DE SÃO PAULO


BANDA UÓ, DE GOIÂNIA - Para o PiG, tudo virou "alternativo" e "nerd". Então até Otávio Frias Filho é nerd, né? Fala sério!!

Por Alexandre Figueiredo

Mais uma vez o PiG faz um verdadeiro bullying editorial com os nerds. Depois da Editora Abril, através do Info Exame, ter transformado o machista enrustido Rafinha Bastos em "poderoso nerd", é a vez da Folha de São Paulo fazer algo semelhante, e cortejando os "discriminados" estilos da Música de Cabresto Brasileira, o tecnobrega e o "funk carioca".

A pequena "reporcagem" tem um pouco de tudo. Além da infeliz gíria "balada" - o autor Anderson Santiago deve achar que "balada" ocorre até em Berlim; Luciano Huck não deixaria sua gíria propagar de graça para fora do país - , o texto faz uma imagem estereotipada dos nerds e insiste no verniz "cult" do brega-popularesco.

Os tais "nerds descolados" são uma invencionice da velha grande imprensa para a juventude modista atual. Primeiro, porque agora todo mundo virou "nerd", termo que, na sua forma estereotipada, é uma espécie de emo tresloucado. Segundo, porque "descolado" é o termo que o PiG define como uma forma caricata de "alternativo".

O evento enfocado é o Squaz Party, realizado na Zona Oeste da cidade de São Paulo, uma festa noturna que passou a divulgar grupos lançados pela Internet. Mas aí tem outra manobra típica da mídia golpista quando o assunto é entretenimento.

Isso porque o texto bate na mesma tecla de que as mídias "sociais" da Internet são confundidas com mídia alternativa. Como se alguém que colocasse um vídeo no YouTube em vez de gravar um disco para uma gravadora fosse virar underground. Não vira.

É bom deixar claro. Nem eu, nem você, nem Rupert Murdoch, nem o diabo a quatro vão virar "udigrudi" porque lançaram texto no Twitter ou vídeo no YouTube. Faz mais sentido dizer que o YouTube é o novo mainstream.

O texto seria uma maravilha para Pedro Alexandre Sanches se ele não brincasse de "jornalista de esquerda" tal qual um "Nelson Jobim da imprensa". Pois o texto cita como exemplos de atrações do evento os Avassaladores, grupo de "funk carioca", e a Banda Uó, de tecnobrega goiano.

Como se vê, isso é o happening cultural que o jornalixo da famiglia Frias, como também dos Marinho e Civita, querem que o povo consuma.

Um comentário:

  1. Nem nós viramos "nerds" ou "alternativos" só porque usamos a Internet. Pelo contrário: nós também viramos mídia. Só que usamos a grande mídia à nossa maneira, como fazemos nesses blogues do Blogger, do Google. Isso mete medo no PiG.

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