domingo, 21 de agosto de 2011

GANA: EM BUSCA DA "MULHER IDEAL": CONHEÇA A JORNALISTA E BLOGUEIRA LINDA ANNAN



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Esta é uma entrevista com uma blogueira e jornalista de Gana, a belíssima Linda Annan, comprometida com o ativismo social e que é editora da revista eletrônica Obaasema. Ela também colabora para o portal Global Voices, que publicou uma entrevista com ela.

Gana: Em Busca da “Mulher Ideal”: Conheça a Blogueira e Jornalista Linda Annan

Do portal Global Voices

Apesar de ter o mesmo sobrenome de um ganense mundialmente famoso, Linda Annan não tem parentesco com o ex-Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan. Linda é uma jornalista e blogueira ganense que contribui para o Global Voices Online a respeito da blogosfera em Gana.

Linda fundou e edita Obaasema, uma revista on-line para mulheres. Obaasema significa “mulher ideal” em Twi, uma língua ganense. Iniciada em 2006, a revista possui um website, um canal YouTube, uma versão televisiva on-line, uma página no Facebook, e também está no Twitter.

Linda nasceu em Gana, mas mudou para os Estados Unidos em meados de sua adolescência. Enquanto nos Estados Unidos, obteve o grau de Bacharelado de Artes em Comunicação Corporativa, assim como uma segunda habilitação em Jornalismo na Faculdade Bernard M. Baruch em Nova Iorque. Recentemente, Linda retornou a Gana e trabalha com as mídias e comunicações.

Nesta entrevista com Steve Sharra, Linda fala sobre blogs, a paixão por partilhamento de conhecimento e empoderamento de mulheres, a revista Obaasema e todas as outras coisas que ela realiza na Internet.


Steve Sharra (SS): Para dar início à nossa entrevista, conte-nos sobre você. Quem é Linda Annan? Você tem o mesmo sobrenome de um ganense global, o ex-Secretário Geral das Nações Unidas Kofi Annan. Você tem algum parentesco com ele?

Linda Annan (LA): Sou uma jornalista e especialista em comunicação, ganense, e tenho uma paixão por política e ativismo que envolvam o empoderamento de mulheres e de jovens, assim como por várias questões sociais relacionadas à África. Não, não tenho parentesco com Kofi Annan, embora sejamos ambos de um mesmo grupo étnico, o dos Fante.

SS: Onde você nasceu, onde você cresceu e onde você mora atualmente?

LA: Eu nasci e cresci em Gana, onde vivi até meados da minha adolescência. Depois disto, fui morar nos Estados Unidos; acabei de mudar para Gana, três meses atrás.

SS: O que a trouxe de volta a Gana, e o que você faz agora?

LA: Foi sempre meu desejo voltar para Gana em algum momento; a questão era quando deveria ser este momento? Este ano pareceu adequado, já que meus planos haviam caído por terra, e Gana está madura, agora, para o tipo de projeto que eu queria iniciar. Além disto, a meta, desde que lancei a Obaasema, era de um dia, eventualmente, lançá-la em Gana e em outros países africanos. Agora é chegado o momento de iniciar estas mudanças. O que estou fazendo agora: trabalho como Consultora Associada num firma de Comunicações Integradas de Marketing [Integrated Marketing Communications, em português].

SS: Você mantém uma presença notável on-line, começando com Obaasema, a revista que você fundou e edita. Conte-nos sobre o porquê e como você fez para dar início à revista.

LA: Obrigada. Dei início à revista poucos meses após ter me formado na faculdade. Em geral, adoro inspirar e empoderar as pessoas, e já que acredito no poder das palavras e sou apaixonada pela questões femininas, fazia sentido que usasse este meio para alcançar meus objetivos. Partilhar conhecimentos é outra coisa que adoro fazer e a revista on-line parecia ser a plataforma perfeita para fazê-lo naquele momento. Assim, também, na pós-graduação notei a necessidade de uma plataforma que fornecesse mensagens de empoderamento e de inspiração para jovens africanas como eu, utilizando vários canais. Pelo fato de ser algo que eu queria muito ter em minha vida naquele momento e sabia que outras mulheres apreciariam e se beneficiariam com isto, decidi criar a revista Obaasema. O nome “Obaasema” por si só já carrega muito peso. Em língua ganense Twi, é traduzida como “mulher ideal” - a mulher que eu pretendia ser e a mulher que quero convidar toda mulher a aspirar a ser. Qualquer que seja a interpretação que ‘ideal' tem, é definitivamente de ter sua raiz fincada em conteúdo.

SS: Quem é seu público leitor da revista? Onde se encontram os limites de seu alcance até aqui?

LA: O público alvo para a Obaasema é a mulher africana, embora qualquer um estaria certo em afirmar que as questões referentes à mulher transcendem fronteiras territoriais. Nossas leitoras não são somente mulheres africanas ou mulheres de descendência africana; temos um público on-line global. A mulher Obaasema pode tanto ser a mulher posicionada em escalões superiores de um ambiente corporativo, tomando decisões maiores, quanto a artista que cultiva com beleza a sua habilidade ou mesmo a mulher no vilarejo que não possui qualquer conhecimento de seus direitos. Todas estas mulheres precisam de estímulo e necessitam ser empoderadas em diferentes níveis para se tornarem as mulheres que foram criadas para ser. É aí que entra a revista Obaasema. Posso dizer, honestamente, que temos sido capazes de cumprir com a missão principal da Obaasema, qual seja, a de inspirar e empoderar, embora, com certeza, há mais trabalho a ser feito. Por meio dos comentários feitos por nosso público sabemos que as pessoas tem sido desafiadas a se conectar consigo mesmas e lutar por coisas que tenham conteúdo, independente de ter a ver com suas relações com as pessoas, suas relações consigo próprias ou a realização daquele sonho. Me faz feliz ver que nossas contribuições para com a sociedade tenham chegado tão longe.

SS: Conte-nos sobre seu trabalho para o Global Voices Online [en]. Como você deu início a ele?

LA: Eu vim a saber do Global Voices Online em 2009 e achei que era um incrível recurso de notícias. Eu adoro a diversidade da equipe do GV e queria fazer parte disto; tenho escrito itens relativos à política que coloca Gana em foco. Não tenho tido como contribuir por algum tempo, mas espero fazê-lo ativamente em breve.

SS: Você tem um blog, Abi speaks [en]. O que te fez pensar em iniciar o blog?

LA: Sou muito opiniática e, como mencionei antes, adoro partilhar conhecimento com as pessoas. “Abi Speaks” é outra plataforma que uso para fazer isto. Ela me possibilita escrever livremente sobre meus pensamentos sem as limitações de, por exemplo, Obaashema, que é uma publicação oficial. Além disto, “Abi Speaks” é minha maneira de criar uma outra voz, uma voz pessoal, fora da Obaasema.

SS: Em 2007 você foi destaque no Black Star News, como Empreendedora do Dia. Como o BSN ficou sabendo de você? O que o fato de ter sido destaque no website do BSN trouxe para você?

LA: Black Star News me encontrou on-line e se aproximou de mim para conseguir uma entrevista. O destaque que me deram trouxe um certo grau de exposição à Obaasema, com certeza, principalmente porque ela era bem nova na web naquele momento.

SS: O que você acha interessante na blogosfera ganense?

LA: Eu gosto da vibração; a ousadia exibida em partes é emocionante e indica que os ganenses estão avançando nesta área de ‘liberdade'. Os blogueiros aqui são bastante ativos; eles promovem encontros e parecem ter construído amizades entre si como resultado.

SS: Por fim, quais são suas ambições futuras para a Obaasema? E para você mesma?

LA: Nos próximos meses, Obaasema Online passará por uma renovação para recuperar a energia ligada à publicação. Depois que tivermos alcançado o ponto que queremos com esta nova direção, uma ação se seguirá no sentido de lançar a versão impressa da revista na África. Ambições para mim mesma: minha carreira em Comunicações está tomando uma direção que não havia previsto, de uma forma bem boa, e estou aprendendo a relaxar e ver até onde Deus me levará nesta área. Enquanto isto, pretendo explorar ainda mais outras plataformas em mídia para ajudar a Obaasema a passar para o próximo nível.

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