sábado, 6 de agosto de 2011

ESTUDANTES CHILENOS OCUPAM TV DE PIÑERA



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O presidente neoliberal chileno e membro da medieval Opus Dei, o tambem empresário Sebastian Piñera, enfrenta a maior rejeição desde que assumiu o poder, além de mostrar seu caráter ultraconservador ordenando a repressão aos estudantes.

E, desta vez, ocupam a Chilevisión, emissora de TV da família do presidente e que agora tem como sócio o grupo Warner, numa lógica de mercado tão anti-social que não vê diferença entre um chileno, um porto-riquenho e um brasileiro, "pués somos todos mexicanos".

Estudantes chilenos ocupam TV de Piñera

Por Altamiro Borges - Blog do Miro

Na onda de protesto que sacode o Chile, iniciada em 6 de junho, os estudantes decidiram ontem (4) repudiar um dos símbolos da opressão no país. Eles ocuparam uma emissora de televisão da família do presidente Sebastián Piñera. Após a violenta repressão policial nas ruas de Santiago, os jovens tomaram a sede da TV Chilevisión para denunciar a prisão de mais de 500 manifestantes.

Um pinochetista midiático

A mídia chilena tem sido alvo de duras críticas dos manifestantes. Ela é encarada como inimiga da democracia e das manifestações populares. Ela foi uma das principais responsáveis pelo golpe militar que derrubou Salvador Allende. Boa parte dela deu apoio à sanguinária ditadura de Augusto Pinochet e difundiu o receituário neoliberal, que privatizou e degradou o sistema educacional. Agora, diante dos protestos, a mídia pinochetista procura criminalizar o movimento e demonizar os jovens rebelados.

Sebastián Piñera, eleito em janeiro de 2010, é a expressão concentrada destas desgraças. Sua família apoiou e elevou sua fortuna durante a ditadura. Piñera é um “pinochetista” assumido; o seu governo tem vários serviçais do falecido carrasco. Dono de rádios e emissoras de TV, ele usou o palanque midiático para chegar à presidência. O seu programa de governo prega a radicalização do neoliberalismo, com novas privatizações e cortes de direitos sociais. Daí a carga simbólica da ocupação da TV Chilevisión.

Violenta repressão em Santiago

Os protestos no Chile, que já duram dois meses, tiveram início nas faculdades e escolas secundárias. Na sequência, trabalhadores de várias categorias deflagraram campanhas por reajustes salariais e contra a privatização e a retirada de direitos trabalhistas. Aos poucos, as manifestações têm conquistado o apoio da sociedade e resultado numa queda acentuada da popularidade de Piñera.

Como resposta, o filhote de Pinochet tirou a máscara. Reeditou decreto da ditadura que proíbe manifestações de rua e ordenou forte repressão. Nos choques de ontem, mais de 500 jovens foram presos e dezenas ficaram feridos. Os manifestantes montaram barricadas em dez pontos da capital e reagiram à truculência. Moradores de Santiago saíram às ruas em apoio aos estudantes.

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