quarta-feira, 10 de agosto de 2011

CARAS DIVULGA LIVRO SOBRE WALDICK. COINCIDÊNCIA?



No Brasil perfeito de Ali Kamel, onde Otávio Frias Filho é "odiado" por uma certa intelectualidade que, todavia, segue fiel às suas lições "culturais", o fato da revista Caras, franquia do Grupo Abril, publicar uma notícia sobre um livro sobre Waldick Soriano é "mera, mera coincidência".

Pois está na edição mais recente de Caras a divulgação de um livro sobre o cantor brega, que na verdade é uma extensão do documentário feito pela mesma autora, a atriz Patrícia Pillar.

Ora, se nem Reinaldo Azevedo, o "insuspeito" colonista da Veja e membro de honra do Instituto Millenium, se considera de direita, imagine quem defende valores direitistas ligados à "cultura popular" em nosso país.

"Direitistas" somos nós, que queremos que o povo pobre volte a produzir uma arte mais humanista, melódica e poeticamente forte, em vez de bancar os coitadinhos rastejando por algum lugar na MPB (no sentido da sigla que, segundo a intelectualidade pró-brega, se reduziu a um mero título de nobreza).

Pois, do contrário que o divinizado Pedro Alexandre Sanches disse certa vez, a Caras não é o exílio midiático dos antigos bossanovistas da safra 1957-1964 que mal conseguem ser relembrados pela plateia mais intelectualizada.

Só para se ter uma ideia, os ídolos que aparecem nas páginas de Caras são a mesma "gente humilde" que até o reino mineral sabe que é muito mais rica do que "aristocratas" como Francis Hime.

Qualquer dúvida, é só clicar qualquer um destes nomes a seguir para constatar o quanto eles estão livres, leves e soltos nas páginas da revista "social" argentina, versão brasileira famiglia Civita: Chitãozinho & Xororó, Belo, Alexandre Pires, Latino, Zezé Di Camargo & Luciano, Leonardo, Daniel, Frank Aguiar, Exaltasamba, Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, Chiclete Com Banana, Vítor & Léo.

O que não aparecer em Caras dá as caras em Contigo ou até mesmo em Veja. Por sinal, a Veja, revista que é muito truculenta com o MST e até com os povos indígenas, e que desfia seu mau humor contra quase tudo na humanidade, foi muito gentil com a cantora Gaby Amarantos, ícone do tecnobrega ou tecnomelody.

Isso a intelectualidade festiva "de esquerda" não consegue admitir.

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