sexta-feira, 8 de julho de 2011

ABSURDOS DA MÍDIA DO ENTRETENIMENTO


ATRIZ DE COMERCIAIS TEM UM BOM CURRÍCULO, MAS NÃO TEM SEQUER SEU NOME DIVULGADO.

Por Alexandre Figueiredo

Quando se critica os desmandos da grande mídia, não podemos restringir o foco a uma elite de jornalistas políticos acomodados em determinados meios de comunicação sediados no Rio de Janeiro ou em São Paulo. Não podemos restringir o foco ao noticiário político, sob o risco de sermos surpreendidos por abusos piores feitos por outras editorias, outros veículos, outros setores midiáticos e outras praças.

É o simples caso, por exemplo, do tecnobrega, cujo envolvimento com a grande mídia ocorreu desde o começo, desmentindo a visão ingênua de certos analistas, que aceitaram uma lorota de que o estilo "não tinha lugar na grande mídia", acreditando que grande mídia só mexe com noticiário político e com um e outro veículo de entretenimento ali.

Não perceberam que, desde o começo de seu sucesso, o tecnobrega sempre teve o apoio do jornal O Liberal, expressão da mídia oligárquica do Pará. E que o tecnobrega, um subproduto do "forró eletrônico", pode também estar envolvido em esquemas de corrupção e concentração de poder que pessoas de diferentes perfis como Rachel Sheherazade, Dihelson Mendonça e Timóteo Pinto começam a denunciar.

Mas isso faz sentido para quem acreditava que o funqueiro Mr. Catra "seguia invisível nas corporações da grande mídia", sem perceber que ele tinha o maior cartaz na maior dessas corporações, as Organizações Globo. Até o YouTube, suposta arena das "pequenas mídias", mostra imagens de Mr. Catra se apresentando no Caldeirão do Huck, ao lado do famigerado marido da apresentadora Angélica.

Dessa maneira, acreditar que o PiG não é mais do que um restrito clubinho de jornalistas ranzinzas apoiados por um e outro comediante reacionário que, uma vez por ano no seu fundamentalismo midiático, façam sua autodevoção na Avenida Paulista, é um grande equívoco que os analistas de esquerda têm que desfazer.

Afinal, desconhecer que o problema da grande mídia vai muito além dos bacanais jornalísticos da Avenida Pauista, da Alameda Barão de Limeira e do Projac, entre outros redutos similares, significa omitir problemas muito mais complexos e tão graves relacionados à sociedade brasileira.

"ROSA" SEM NOME - Um dos problemas que existem é típico de um país como o Brasil, que num só lance mistura o contexto de controle social do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley com os absurdos surreais da literatura de Franz Kafka, do cinema de Luís Buñuel e da pintura de Salvador Dali, acrescidos ainda de elementos do Febeapá de Sérgio Porto.

Em outras palavras, o Brasil é dotado de muitos absurdos e injustiças gritantes, que vão muito além dos limites jornalísticos do mais explícito reacioarismo direitista. E nem precisamos detalhar aqui o que aprontam os pseudo-esquerdistas contra nós, blogueiros de esquerda. São nossos "aliados" menos ousados hoje, mas podem ser nossos traíras de amanhã.

Um problema a considerar é o fato da mídia se recusar a reconhecer uma talentosa atriz de comerciais de TV. Seu rosto é muito conhecido, uma morena fascinante, de olhos marcantes,cuja beleza é quase um cruzamento de Letícia Sabatella com Cássia Linhares.

Ela tornou-se mais conhecida como a "Rosa" do comercial da Ford, aquela personagem que ficava falando sempre "tudo bem". Mas ela participou em outros comerciais, como os dos produtos Tigre, Sazon, Aspirina, Veja Multiuso, das lojas Leader e ainda foi repórter do Telecurso 2010.

No entanto, seu nome é omitido como se fosse um sigilo de Estado. Isso quando nulidades do Big Brother Brasil têm nome e sobrenome e todas as "mulheres frutas" do "funk carioca" revelam sempre seus nomes de batismo.

O que faz o mercado publicitário omitir o nome da atriz é um grande mistério. Um estranho protecionismo no contrato publicitário da agência que empresaria a atriz faz com que nem o recente comercial com ela, o das sopas Vono, credite o nome dela na ficha técnica. E mesmo a ficha do Telecurso 2010 também não divulga seu nome.

A "proteção" contratual pela não divulgação do nome desta atriz acaba prejudicando mais do que o suposto benefício profissional pode imaginar. A revelação do nome da atriz nem de longe pode representar algum risco à sua imagem. Muito pelo contrário.

Tornando-se conhecida, a atriz poderia ser mais admirada e reconhecida pelo seu trabalho. Poderia, quem sabe, fazer trabalhos na TV, ainda que em breves participações em seriados. Ou poderia integrar o elenco de uma peça de teatro. A bela morena mostrou que tem talento e potencial para isso.

O mais esquisito é que outras atrizes bem menos conhecidas chegam a ter nome divulgado nos vídeos do YouTube com comerciais de televisão. E a "Rosa" do comercial da Ford, a mesma morena do comercial da Aspirina que observa nas ruas outras pessoas com bolsa térmica na cabeça, nada.

Isso pode parecer pouca coisa até para os "esquerdistas de primeira viagem" que mal começaram a ver a luz dos blogueiros progressistas dentro das pequenas brechas do túnel ainda escuro da Rede Record. Mas é muita coisa, em se tratando de uma atriz talentosa desprezada num mercado machista, corporativista e burocrático.

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