quinta-feira, 9 de junho de 2011

A TRUCULÊNCIA DE SÉRGIO CABRAL



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Ontem houve um protesto dos bombeiros em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), contra a prisão dos 439 colegas que fizeram protesto na sede da corporação, próximo à Praça da República, centro carioca, na semana passada. Eles reivindicam a libertação dos presos, que reivindicavam melhores condições de vida e de trabalho. Afinal, pasmem, com toda a relevância social que possui um bombeiro, seu salário era tão somente de R$ 950 reais.

Isso é o que dá quando parte da direita tenta fazer parte da base de apoio da centro-esquerda. As medidas anti-populares do governador fluminense Sérgio Cabral Filho e do prefeito carioca Eduardo Paes - que reprime camelôs e despeja moradores pobres - dão indício disso, quando a "identificação" da centro-direita com as causas sociais chega aos limites de sua própria condição ideológica.

A truculência de Sérgio Cabral

Por Altamiro Borges - Blog do Miro

Ao ordenar a prisão de 439 bombeiros e abusar da violência contra os grevistas, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, demonstrou total inabilidade no trato democrático das demandas trabalhistas. Diante da tomada do quartel central do Corpo de Bombeiros na noite de sexta-feira (3) – o que as próprias lideranças do movimento já reconheceram como um erro político –, o governador esbanjou truculência, confundindo autoridade com autoritarismo.

Reação indignada da sociedade

Sua atitude intempestiva acabou gerando uma onda de críticas de vários partidos e movimentos sociais. Para o presidente da CUT no estado, Darby Igayara, “faltou jogo de cintura” ao governador. Em nota, a Força Sindical classificou de “selvagem” a reação do governante. A CTB também emitiu nota de solidariedade aos bombeiros. As centrais exigem a imediata libertação dos 439 presos e retomada das negociações. Alertam que a radicalização artificial não ajudará a superar o impasse.

Deputados de diversos partidos também decidiram criar uma frente parlamentar para intermediar as negociações e anunciaram que trancarão a pauta da Assembleia Legislativa até que os bombeiros presos sejam libertados. A Ordem dos Advogados do Brasil se somou na solidariedade. “As reivindicações dos bombeiros são justas e legítimas. Os vencimentos da categoria são aviltantes e devem ser reajustados imediatamente”, opina Wadih Damous, presidente da seção fluminense da OAB. Para ele, a truculência do governador “contribuiu decisivamente para radicalização do movimento”.

Quem planta vento, colhe tempestade

Apesar da violenta repressão, os bombeiros dão prova de maturidade e mantêm a mobilização. Cerca de 150 ativistas continuam em vigília nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, com faixas pedindo por “socorro” e críticas ao governador que rotulou os grevistas de “vândalos”. Outros protestos ocorrem pela cidade, como em Campo Grande e na Penha.

A categoria, bastante respeitada pela população carioca, luta por melhores salários e condições de trabalho. O piso no estado é de R$ 950, o menor do país. Faltam equipamentos mínimos para o exercício da profissão e não há canais de diálogo com a categoria. Desde abril que os bombeiros reivindicam um piso salarial de R$ 2 mil e melhores condições de trabalho, mas sempre esbarraram na intransigência e insensibilidade do governador Sérgio Cabral. Quem planta vento, colhe tempestade!

2 comentários:

  1. Mesmo estando no PMDB, o srs.Governador e Prefeito ainda têm sangue tucano. É impressão que me passa desses 2.

    Sobre confusão de autoridade e autoritarismo, lamento, mas, se fosse o sr.Prefeito, para mim, não seria surpresa: vide essa licitação fajuta que impôs na marra a encampação branca, mudou os códigos das linhas SEM AVISAR a ninguém e impôs a famigerada taxa de iluminação pública com o intuito de imitar por imitar.

    Para encerrar, os canais ESPN abordaram esse assunto relacionando o dinheiro jorrado pela Copa do Mundo de 2014 e de Olimpíadas 2016.

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  2. Sobre o comentário meu dos canais ESPN, eles deram um pitaco abordando esse assunto dando uma alfinetada da preferência das autoridades em Copa de 2014 no RJ e em Olimpíadas do Rio 2016.

    Meio que compararam aquela revolta da Chibata em 1910 onde os líderes foram perdoados, depois de mortos, em 2008 e sem contar de uma das músicas, digamos assim, políticas que a Elis Regina ("In Memoria") gravou que foi "O Mestre Sala dos Mares" (1974).

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