quarta-feira, 22 de junho de 2011

TRAGÉDIA NA BAHIA EXPÕE RELAÇÕES DE CABRAL COM EMPRESÁRIO QUE JÁ RECEBEU R$ 1 BI DO RJ



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A cada dia o grupo político de Sérgio Cabral Filho e Eduardo Paes mostra-se distante do interesse público e cada vez mais comprometido com os interesses privados. Repressão aos bombeiros, repressão ao comércio ambulante, desalojamento de famílias das favelas sem oferecer moradias realmente dignas, ameaça de demolição do Estádio Caio Martins, sistema de ônibus confuso já a partir da padronização visual... Agora esse envolvimento de Cabral com empreiteiros e até com o giga-empresário Eike Batista.

E ainda tem gente querendo que a gente aplauda esses governantes e sinta nojo de qualquer texto escrito contra eles. Em que planeta vive essa gente? Planeta Mico?

Tragédia na Bahia expõe relações de Cabral com empresário que já recebeu R$ 1 bi do RJ

Do Blogue Implicante - Reproduzido também no blogue Shogunidades


A tragédia em Porto Seguro (BA) na última sexta (18), onde morreram 7 pessoas, expôs uma relação bastante peculiar entre o dono de uma das maiores prestadoras de serviço do estado do Rio de Janeiro e o governador fluminense, Sérgio Cabral.

O “Principe do PAC”

Cabral se dirigia ao sul da Bahia num jatinho do empresário Eike Batista em companhia de Fernando Cavendish, dono da Delta Construções. Cavendish é conhecido como “Príncipe do PAC”, por abocanhar a maior parte dos contratos com os governos federal, estadual e municipal .

A assessoria do governador informou que Sérgio Cabral participaria da festa de aniversário de Cavendish, e ficaria hospedado no luxuoso resort do piloto Marcelo Mattoso de Almeida. Um ex-doleiro acusado por fraude cambial e crime ambiental.

Leiam abaixo trechos da reportagem de O Globo. Voltamos nos comentários.

RIO – Três dias depois do acidente de helicóptero que caiu em Porto Seguro, matando seis pessoas – uma vítima ainda está desaparecida -, o estado quebrou o silêncio e informou na segunda-feira que o governador Sérgio Cabral viajou para o Sul da Bahia num jatinho do empresário Eike Batista, em companhia de Fernando Cavendish, dono da Delta Construções. A empresa é uma das maiores prestadoras de serviço do estado e recebeu, desde 2007, contratos que chegam a R$ 1 bilhão. Além disso, também foi informado que Cabral se dirigia com o grupo para o aniversário de Cavendish num resort, onde ficaria hospedado, mas o acidente com a aeronave interrompeu os planos. Na segunda-feira, o governador se licenciou do cargo, alegando razões particulares.

(…)


Eike doou R$ 750 mil para campanha

Afinidade: os dois também tiveram problemas com bombeiros

Além de Cavendish, Eike mantém estreitas relações com o estado e com o governador. O megaempresário doou R$ 750 mil para a campanha de Cabral em 2010. Eike se comprometeu ainda a investir R$ 40 milhões no projeto das UPPs, a menina dos olhos da segurança do Rio.

Desta vez, a participação de Eike, ao oferecer o passeio até Porto Seguro, não tinha relação com projetos públicos. O motivo da viagem era o aniversário de Cavendish, comemorado sexta-feira. Os laços do empresário e da Delta com o estado foram se estreitando nos últimos anos. Se é o “príncipe do PAC” por conta do expressivo número de obras do programa federal que estão na carteira de sua empresa, Cavendish é o rei do Rio, se for considerada a generosa fatia do bolo de recursos do estado que recebeu nos últimos anos ou está prestes a abocanhar, por obras como a reforma do Maracanã ou do Arco Rodoviário, ambas estimadas em R$ 1 bilhão cada. Em 2007, no primeiro ano do governo Cabral, a Delta teve empenhos (recursos reservados para pagamento) no valor total de R$ 67,2 milhões. No ano passado, o número deu um salto de 655%, para R$ 506 milhões.

Quando se consideram os valores efetivamente pagos, a posição de vantagem da Delta não muda. No ano passado, somente a Secretaria de Obras pagou R$ 91 milhões à empresa, que ficou em terceiro lugar na lista das que mais receberam da pasta, que tinha orçamento de R$ 1,1 bilhão para obras e reparos. Em primeiro lugar, com 25%, ficou o Consórcio Rio Melhor (PAC nas favelas), com R$ 269 milhões. Detalhe: a Delta faz parte do consórcio com Odebrecht e OAS. Outro exemplo do longo braço da Delta é o DER. Em 2010, na rubrica obras, o órgão tinha R$ 283 milhões e pagou 30%, ou R$ 81 milhões, à Delta, que ficou com o maior pedaço do bolo.

Em maio, após romper com Cavendish, o dono de uma outra empresa da área de construção, Romênio Marcelino Machado, afirmou à “Veja” que a Delta havia contratado José Dirceu para tráfico de influência junto a líderes petistas. Segundo a revista, Cavendish, em reunião com sócios em 2009, teria dito que, “com alguns milhões, era possível comprar um senador”.

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