domingo, 19 de junho de 2011

PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL DE BARRETOS EM DEBATE



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: Manifestações culturais da cidade de Barretos, no interior de São Paulo, tradicionais há séculos, estão ameaçados de serem extintos. O município carece de uma política cultural autêntica. Por outro lado, prefere explorar a estética country das vaquejadas - apoiadas pelo latifúndio paulista - , como se fosse "nossa tradição cultural". Não é. É só mercado.

Patrimônio material e imaterial de Barretos em debate

Dança do Vilão e de São Gonçalo, do foclore regional, estão ameaçadas de extinção

Do Jornal Brasil Atual

“Barretos tem um potencial gigantesco de economia da cultura. Mas o que falta é a produção cultural” – diz José Geraldo Resende, 50 anos, bacharel em interpretação de teatro e presidente do Conselho Municipal de Cultura. “É preciso pensar uma política cultural para o município, que é diferente de um plano de eventos.” – completa ele.

A Lei que dispõe sobre o Sistema Municipal de Cultura está em vigor desde novembro de 2009. Porém, os artistas e agentes culturais esperam que até julho a Prefeitura assine o protocolo do Sistema com o Governo Federal. Tal fato dá condições ao município para receber recursos. Entretanto, é preciso definir o custo do Plano Municipal.

De acordo com José Geraldo, que representa também o Instituto João Falcão, é necessária a montagem da “governança” na área. Ele defende a volta da Secretaria Municipal de Cultura, atualmente, um departamento da Secretaria de Assistência Social e Desenvolvimento Humano. Os dirigentes só pensam na área de “fruição”, mas como o povo pode ter acesso a sua cultura se ele não se vê – argumenta. E lembra a necessidade da realização de fóruns das várias áreas para debater a questão.

José Geraldo Resende alerta para a morte do folclore na cidade, como a congada, dança do Vilão, dança de São Gonçalo, entre outras manifestações. “Precisamos recuperar e fortalecer os elementos da sociedade que desenvolvem essas manifestações, dando-lhes condições de trabalho”. A cidade carece de espaços culturais – sustenta José Geraldo Resende. A utilização do Prédio do Antigo Fórum, na esquina da Avenida 15 com a Rua 18, para abrigar a Biblioteca Municipal no térreo e criar o Arquivo Municipal Histórico no andar superior é uma das ideias propostas. “O arquivo morto do Judiciário de Barretos está em Jundiaí, não se sabe em que condições” – revela.

Artistas e agentes são convidados para debater os problemas culturais nas reuniões do Conselho Municipal, realizadas nas primeiras segundas-feiras de cada mês, às 16 horas, na Casa dos Conselhos, na Avenida 23, número 1135, entre as Ruas 26 e 28. O Plano Municipal de Cultura deverá ser revisado no início de 2012, segundo deliberação do Conselho atual.

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