sexta-feira, 3 de junho de 2011

MÁRIO VARGAS LLOSA FICOU "IDIOTA"



Por Alexandre Figueiredo

Uma das recentes surpresas na mídia da América Latina é o rompimento do escritor peruano Mário Vargas Llosa, conhecido por suas posturas conservadoras, com o jornal daquele país, El Comercio, um dos principais jornais peruanos e que apoia a candidatura da filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko Fujimori. Alberto Fujimori é conhecido pelo seu direitismo ferrenho e pela sua sede de corrupção.

Llosa, prêmio Nobel de literatura, encerrou sua coluna no jornal El Comercio e anunciou seu apoio ao rival de Keiko, Ollanta Humala, candidato de tendência nacionalista de esquerda.

São outros tempos, o que pode enquadrar Mário Vargas Llosa na lista de "idiotas" que seu filho Álvaro e outros autores haviam feito numa série de livros puxada pelo Manual do Idiota Latino-Americano, livro que conta até com tradução brasileira.

Este "manual" é considerado uma das obras de destaque da bibliografia neoliberal e seu senso de humor por demais corrosivo faz bem o gosto dos jornalistas da nossa conhecida revista Veja.

Pois o "manual" consiste em definir o "idiota" latino-americano como aquele indivíduo que acredita em ideais nacionalistas de esquerda, e seus autores tentam nos fazer crer que o lado da sensatez está na defesa de valores da globalização neoliberal.

Os autores do Manual do Idiota Latino-Americano não poupam os políticos castristas - Fidel Castro, Raul Castro e Che Guevara - e nem mesmo a Teologia da Libertação (corrente esquerdista da Igreja Católica), definindo Frei Betto e Leonardo Boff como "perfeitos idiotas". Mas até o linguista norte-americano Noam Chomsky é "fritado" pelos autores do "manual".

Mário Vargas Llosa havia dado uma "ajudinha" prefaciando o "manual" do livro do filho e seus dois amigos. Mas sua nova postura, a julgar pelos critérios sarcásticos do livro, enquadrariam o escritor peruano na lista de "notáveis idiotas".

Quem te viu, quem te vê.

2 comentários:

  1. Existem conservadores e existem conservadores. Alguns devem ser evitados. Outros são boa gente, e nunca descartam o desenvolvimento nacional, geralmente descartando o processo de globalização que extingue a autodeterminação dos povos. E também não descartam o diálogo com bons políticos, desde a direita à esquerda.

    O que se deve evitar a todo custo são os reacionários. Ser conservador é uma coisa, ser progressista é outra e ser reacionário é uma terceira coisa.

    Agora, me parece que essa senhôra que atende pelo nome Keiko Fujimori pode conseguir o que Roseana Sarney queria no Brasil. Só que no Peru não tem José Serra... Mas tem Ollanta Humala.

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  2. Ao que parece, é um livro de política vulgar, idêntico aos livros que a "esquerda fundamentalista" escreve, só que há mais escárnio.

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