sábado, 4 de junho de 2011

ESCRITORES QUE A ABL PRETERIU EM FAVOR DE MERVAIS



COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: A Academia Brasileira de Letras, no Brasil dominado pela mediocridade cultural, se preocupa mais em promover astros de uma semi-intelectualidade do que verdadeiros valores literários. E ainda se portou de forma conivente com o regime militar, apesar da tentativa de Juscelino Kubitschek, em 1974, no final de sua vida, de entrar na ABL. Kubitschek não era necessariamente um intelectual, mas pelo menos era uma figura humanista.

Mas aceitar uma figura como Merval Pereira, que escreveu só dois livrecos, um deles esculhambando Lula até na capa - o quadrado com o título do livro e seu autor eram estampados em cima da cara do ex-presidente - , mostra o quanto o clientelismo cultural não poupa sequer a instituição fundada por escritores como Machado de Assis, Joaquim Nabuco e Olavo Bilac.

Escritores que ABL preteriu em favor de mervais

Por Eduardo Guimarães - Blog da Cidadania - Reproduzido também no Blog do Amoral Nato

A Academia Brasileira de Letras (ABL) acaba de eleger Merval Pereira para a cadeira número 31 da instituição, em substituição ao escritor Moacyr Scliar, falecido em 27 de fevereiro.

Merval escreveu dois livros em sua caudalosa carreira literária. Um deles no ano passado, esculhambando Lula.

Abaixo, a lista de alguns dos literatos que a ABL, ao longo de sua história conservadora, preteriu em favor de “imortais” da estirpe de um ex-presidente José Sarney ou de um cirurgião plástico como Ivo Pitanguy ou, agora, de um Merval Pereira:

Carlos Drummond de Andrade

Cecília Meireles

Clarice Lispector

Erico Veríssimo

Lima Barreto

Mário Quintana

Monteiro Lobato

Vinicius de Moraes

Também não participaram da Academia os escritores Jorge de Lima e Gerardo Melo Mourão, indicados ao Prêmio Nobel de Literatura.

A boa relação da ABL com a ditadura militar é vista até hoje como relativa ao pedágio ideológico que vige na instituição.

Posições políticas, compadrios, high-society, interesses econômicos… Um livro explica a influência desses fatores na ABL: Academia Do Fardão e Da Confusão (Geração Editorial), do escritor Jorge Fernando.

A ABL “imortalizou” oligarcas endinheirados, playboys e, agora, os idiotas. Pensando bem, faz sentido.

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