quinta-feira, 14 de abril de 2011

PAULINHO DA FORÇA FAZ COMENTÁRIO MACHISTA



COMENTÁRIO DESTE BLOG: O sindicalista e pelego carreirista Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical, fez um comentário machista e sarcástico, além de totalmente desinformado da situação dos trabalhadores, que não se revoltam na vida por falta de sexo, mas por falta de outras condições, como segurança no trabalho, salários, carga horária, encargos trabalhistas, que são precários.

Dá para perceber o quanto o pelegão - hoje com postura pseudo-esquerdista infiltrado no mesmo PDT que na Bahia abriga o coronelista Marcos Medrado - não tem real compromisso com as classes trabalhadoras, sempre atuando contra as reais necessidades do proletariado, apenas aceitando reivindicações que não interferem no poderio patronal.

“Como é que bota na selva amazônica centenas de homens sem mulher? Era preciso ter bordéis nos canteiros de obras.”

Por Raphael Tsavkko Garcia - Blog Angry Brazilian

A frase acima (no título) é do infeliz Paulinho da Força, líder pelego da Força Sindical e famoso por furar greves e por tentar desestruturar o movimento sindical desde sempre. Enquanto a CUT ainda era de luta (bons tempos), a Força era quem sempre tentava fazer acordos com o patronato para esvaziar as maiores greves. Paulinho sempre foi o pelego por trás destas ações.

Como muitos sabem, as obras do PAC vem sendo paralisadas por greves contra as péssimas condições de trabalho, baixos salários, transporte ineficiente, péssimas moradias e falta completa de estruturas de lazer. A greve no canteiro da obra da Usina Hidroelétrica de Jirau é a que vem atraindo maior atenção da mídia, especialmente depois da revolta dos trabalhadores, que incendiaram ônibus e destruíram áreas de "lazer", em busca de atenção para os problemas que vem enfrentando.

A solução encontrada por Paulinho da Força para resolver o problema é "importar" prostitutas. Isso mesmo, criar bordéis para "entreter" os trabalhadores.

Em uma tacada só ele desrespeitou os trabalhadores e as mulheres (trabalhadoras ou não).

Desrespeita os trabalhadores por achar que sua revolta se deve apenas por falta de sexo, sem sequer pensar em forçar as empresas responsáveis pelas obras a dar salário e condições dignas. Entregue sexo e tudo se resolverá, e ao inferno com os direitos trabalhistas! Atitude típica da Força e desta figura grotesca.

E desrespeita as mulheres ao tratá-las como mercadoria, como consolo a homens desesperados. Mulher não é auxílio trabalhista, como colocou o PSTU no informe que fez sobre esta situação grotesca.

Paulinho defende o tratamento desumano da mulher, sua mercantilizção, se rende ao capitalismo selvagem (Brizola se revira na cova pelo que fizeram com seu PDT) e prega a desumanização de homens e mulheres.

Não apenas o machismo mais torpe, mas também a entrega final ao capitalismo, o que, de certa forma,se confunde. Ambos se completam.

Fica a questão: Porque o governo não força as empresas responsáveis pelas obras do PAC no Jirau (Camargo Corrêa especialmente) a criar as condições para que os trabalhadores possam levar suas famílias para perto deles? Onde estão as escolas para as crianças, a estrutura para abrigar famílias, os empregos para as mulheres dos trabalhadores (e para os maridos das trabalhadoras, ou será que não há nenhuma mulher nas obras?), o lazer para todos?

Porque o governo não obriga as empresas em todas as obras do PAC a dar condições humanas de vida aos trabalhadores, não os separando de suas famílias, não os submetendo à condições humilhantes e degradantes, ao invés de ter um membro de sua base, suposto líder sindical, defendendo uma degradação ainda maior e uma solução que só pode vir de uma mente doentia?

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E-mail de Mariana Parra enviado ao deputado:

O Excelentíssimo Senhor deputado deixou escapar esta frase, mostrando a sua barbárie. É por nossa sociedade ser assolada por esse tipo de idéia que continuamos com altíssimos índices de violência e assassinato de mulheres, é por isso que elas não tem sua dignidade plenamente reconhecida, que são rebaixadas tratadas como mercadorias e servas.

Não Excelentíssimo deputado, não são prostíbulos que precisam ser colocados no canteiro de obras de lugar nenhum, e sim condições dignas aos trabalhadores, para que possam viver com suas famílias, que suas mulheres sejam também empregadas nos serviços da obra e adjacências, que todos possam viver com dignidade, com liberdade.

O Senhor corrobora com o tratamento da mulher como uma mercadoria, estimula a violência, a violação da dignidade humana da mulher, a sua descartabilidade. A construção de grandes usinas leva consigo sempre uma onda de degradação para os territórios ocupados, levando violência, conflito social, e marcadamente a violência contra mulheres e crianças. Em regiões como Jirau essa violência se agrava por serem atingidas comunidades indígenas, que tem fragilidades ainda maiores que as demais comunidades do nosso país, suas mulheres e crianças sofrem ainda mais com a multidão de trabalhadores instalados para a construção. O Senhor com sua fala estúpida apenas estimula esse processo de violência, ao invés de cumprir com sua obrigação com sindicalista, propondo soluções e políticas para a proteção da dignidade e liberdade dos trabalhadores e suas famílias, bem como dos direitos das comunidades atingidas.

Resumindo, o senhor é uma vergonha, não trata só a mulher como mercadoria, mas o homem trabalhador também como uma mercadoria, um bicho que deve ser amansado para atender aos interesses do capital, custe o que custar, sendo sua dignidade humana, suas aspirações, sua vida, descartáveis. Não merece o respeito do povo trabalhador brasileiro.

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Enviem e-mails de repúdio para o Deputado e para outros endereços de referência:
dep.paulopereiradasilva@camara.gov.br
ouvidoria@camara.gov.br
spmulheres@spmulheres.gov.br
pres@fsindical.org.br

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