segunda-feira, 4 de abril de 2011

MINO CARTA AFIRMA QUE JORNAIS IMPLORARAM PELO REGIME MILITAR


A FOLHA DE SÃO PAULO APOIOU O GOLPE DE 1964 E O REGIME MILITAR.

COMENTÁRIO DESTE BLOG: Mino Carta e Antônio Abujamra são testemunhas daquele período trevoso da história do Brasil, iniciado em abril de 1964. Mino Carta descreveu o papel da imprensa mais conservadora na defesa do golpe, e falou do empenho da Rede da Democracia, campanha patrocinada pelo IPES, pelas multinacionais e pelo Departamento de Estado dos EUA, em derrubar o governo de João Goulart.

E, do contrário que se espalhou nos anos 80 e 90, a grande imprensa não era vítima da ditadura, mas antes seus maiores veículos a defenderam ardentemente, como a Folha de São Paulo, que pode ter sido um personagem relativamente menor diante da atuação golpista de O Globo e Estadão, mas não menos expressivo em sua campanha pelo golpe. Aliás, a mídia golpista já defendia o regime militar em 1963, através da campanha chamada Rede da Democracia.

Mino Carta afirma que jornais imploraram pelo golpe militar

Do Blog Conversa Afiada

O jornalista Mino Carta afirmou em entrevista ao programa Provocações, da TV Cultura, que os donos de veículo de comunicação do País apoiaram o golpe militar de 1964. Em conversa com o apresentador Antônio Abujamra, na atração que foi exibida na noite desta terça-feira (29/3), o criador e diretor de redação da revista Carta Capital afirmou que a mídia imprensa apoiou o golpe militar de 1964.

“A imprensa nativa no fim de 1963 implorando pelo golpe de 64, que é uma das grandes desgraças brasileiras. Acho que a maior desgraça é a escravidão, três séculos de escravidão, mas essa é uma desgraça muito grande. Eles (donos dos veículos de comunicação) queriam que os ‘milicos’ chegassem e assumissem o poder, em nome deles”, disse Mino.

Ao ser questionado por Abujamra que, depois de implantada a ditadura militar no Brasil, a “censura entrou” na imprensa, o diretor da Carta Capital declarou que “todos os jornais queriam o golpe e conseguiram”. Mino ainda comentou que o único veiculo impresso que chegou a ser censurado foi O Estado de S. Paulo, mas de forma “branda”.

“O Estadão passou a sofrer censura, mas uma censura muito branda. Uma censura que autorizava o Estadão a publicar versos de Camões (…) ou então, as receitas de bolo no Jornal da Tarde. Os demais jornais não foram censurados”, declarou o fundador da revista Carta Capital.

Para Mino, dizer que os jornais brasileiros foram censurados durante o período de ditadura militar “é uma piada, uma mentira. Uma mentira grossa”.

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