terça-feira, 19 de abril de 2011

INTERNET LENTA E CARA ENTRAVA A INDÚSTRIA



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Dava pena aquelas propagandas enganosas de "internet mais rápida" no Brasil, sobretudo comparando-as a corridas automobilísticas, quando na verdade era uma tecnologia obsoleta no Primeiro Mundo que era implantada no Brasil como novidade. O que mostra o quanto o mundo tecnocrático é uma grande farsa, e que os barões da tecnologia e da técnica não passam de uma elite totalmente insensível e indiferente ao interesse público.

Internet lenta e cara entrava a indústria

Por Altamiro Borges

Estudo divulgado na semana passada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) confirma que a internet no Brasil é cara, lenta, com cobertura geográfica desigual e com metas de expansão muito tímidas para as necessidades do país. Este quadro negativo, segundo a entidade, tende a ser um forte obstáculo ao crescimento industrial e ao desenvolvimento econômico do país.

No Brasil, a conexão à velocidade de 1 Mbps custa, em média, R$ 70,85 por mês, equivalente a US$ 42,80. Esse serviço custa US$ 9,30 na Alemanha, US$ 12,40 em Taiwan, US$ 28,60 no Canadá, e US$ 40 nos EUA. As disparidades regionais também são gritantes. No Amapá, a banda larga de 1 Mbps custa R$ 429,90, seis vezes a média nacional, devido às dificuldades de conexão.



Uma banda bem estreita

Além de caro, a internet é lenta. O serviço mais simples oferece velocidade de download de 150 Kbps (kilobyte por segundo, um milésimo de Mbps), cerca de cinco vezes menor do que a velocidade mínima considerada como banda larga nos EUA. No Japão, a velocidade mínima é de 12 Mbps, 80 vezes superior à brasileira; na França, de 8 Mbps, 53 vezes maior; na Itália, de 7 Mbps, 45 vezes mais rápida; e no Uruguai, de 3 Mbps, 20 vezes.

Preocupada com os lucros empresarias, a Firjan aponta a urgência da alteração deste quadro. Ela lembra que a internet de 100 Mbps é a ideal para as grandes empresas e que só existe em 13 Estados. Como forma de superar o gargalo, a entidade defende maiores investimentos públicos, mas também propõe o corte de tributos para o serviço.

PNBL: positivo, mas tímido

O estudo já foi encaminhado ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e ao presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg. A Firjan elogia as iniciativas do governo para expandir o serviço, através do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU). Mas observa que as metas ainda são tímidas.

Pelo plano do governo, até 2014 serão atendidos com serviços de conexão em banda larga 50% dos domicílios brasileiros, todas as micro e pequenas empresas e todos os órgãos públicos. Também deverão estar em operação pelo menos 100 mil telecentros. A Firjan lembra que, para 2014, a Alemanha prevê o atendimento de 75% dos domicílios com acesso à velocidade de 50 Mbps; e a Austrália, 90% dos domicílios com 100 Mbps, por rede de fibra ótica.

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