segunda-feira, 25 de abril de 2011

ALIANÇA COM A DIREITA IMPEDE AVANÇO NOS DIREITOS HUMANOS



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Este texto é um interessante fragmento de uma denúncia grave sobre o envolvimento do empresariado durante o regime militar. Se verificarmos bem o nosso passado histórico, além de ficarmos pasmos ao ver que empresas estrangeiras como a Coca-Cola, a Bayer, a Shell e a Philco, entre tantas outras, financiaram toda a campanha que se deu no golpe de 1964 e no regime militar, e ainda tinham dinheiro para a operação Brother Sam (que, na prática, seria uma guerra entre Brasil e EUA), as multinacionais também deram seu apoio, ao sabermos que empresas como o grupo Ultra (Ultragas), Grupo Pão de Açúcar (supermercados Extra) e Grupo Folha (Folha de São Paulo), além de também sustentarem o regime, ajudaram os órgãos de tortura, então dá para entender por que a verdade histórica não interessa a muita gente.

Aliança com a direita impede avanço nos direitos humanos

Acordo com empresários que financiaram ditadura é uma das principais causas do entrave; entidades e ministra defendem abertura de arquivos.

Por Lúcia Rodrigues - Sítio da Revista Caros Amigos

O Brasil é o país mais atrasado do Cone Sul quando o assunto é direitos humanos. Enquanto Argentina, Chile e Uruguai já condenaram centenas de agentes do Estado que perseguiram, sequestraram, torturaram e assassinaram milhares de ativistas de esquerda durante os anos de chumbo, aqui nenhum repressor sentou no banco dos réus.

O máximo que se conseguiu até agora foi uma sentença da Justiça paulista reconhecendo publicamente o ex-comandante do DOI-Codi de São Paulo, Carlos Alberto Brilhante Ustra, como torturador. A sentença, no entanto, é apenas declaratória, não tem desdobramento penal. E ele continua solto.

A diferença na condução das questões ligadas aos direitos humanos pelo Brasil e por seus vizinhos é abissal. Na Argentina, por exemplo, já ocorreram mais de 700 julgamentos de militares com condenações, inclusive, à prisão perpétua. Mas qual seria o motivo de tanta benevolência por parte do Estado brasileiro para com seus criminosos de farda? A chave para o enigma deve ser procurada no baú de empresários que financiaram o golpe e sustentaram a ditadura durante mais de duas décadas.

Praticamente todas as empresas envolvidas com a repressão continuam atuando no mercado. Agora não mais financiando os fios elétricos que descarregavam voltagem no corpo dos “subversivos” nos anos 60 e 70. Os tempos são outros. Uma demão de verniz conferiu a um passado sombrio o brilho da plasticidade democrática. Esses empresários continuam doando polpudas quantias, mas agora na forma de contribuição declarada ou de recursos não contabilizados, como é conhecido popularmente o famoso caixa dois das campanhas eleitorais.

Paralelamente à atividade econômica que continuaram desenvolvendo, se converteram nos grandes timoneiros do rumo político do país. Como se sabe generosidade tem limites. E apoio é via de mão dupla: pressupõe contrapartida. Lógico supor, então, que uma das imposições a seus financiados é para que estes impeçam qualquer possibilidade de envolvimento de seus nomes e da suas empresas em escândalos dessa magnitude.

Não é difícil imaginar o desgaste, que uma revelação dessa envergadura, provocaria na imagem de seus produtos. “Fica difícil justificar. A Folha perdeu leitores quando falou em ditabranda. Quando os empresários dão dinheiro (para campanhas políticas), estão dizendo: ‘limpa minha barra, senão não dou mais’. A lógica da rede de cumplicidade é essa. É um cala boca”, ressalta Ivan Seixas, representante do Fórum de Ex-Presos Políticos.

Cumplicidade

“A ditadura montou essa rede de cumplicidade quando montou a caixinha para a repressão”, frisa. Ivan destaca a Folha de S. Paulo, Rede Globo, o Grupo Ultra, Pão de Açúcar e as empreiteiras Camargo Correa e Andrade Gutierrez, como algumas das companhias que contribuíram com a repressão. “Essas empresas deram grana. Se o torturador Ustra sentar no banco dos réus vai alegar que, além de cumprir ordens, foi financiado por empresários”, destaca o ex-preso político.

Um comentário:

  1. Manda essa postagem para dona Dilmona, Alexandre. Quem sabe assim ela ejete do Governo o PMDB, o PP, o PSC, o PTB, o PR, o PRB, etc. Hipótese remota, mas existente.

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