sexta-feira, 18 de março de 2011

O QUE QUER E O QUE PODE O "ESQUERDISTA" GILBERTO KASSAB



Por Alexandre Figueiredo

Mais uma vez estudantes protestaram contra o aumento das passagens de ônibus de São Paulo, e foram reprimidos por seguranças a serviço da Prefeitura de São Paulo, assim que os revoltosos entraram na estação de metrô do Anhangabaú.

20 pessoas saíram feridas no local, sendo apenas oito entre os seguranças do local.

Há muito ocorrem repressões ao livre protesto dos estudantes e, muito provavelmente, baderneiros infiltrados entre os manifestantes promovem quebra-quebra para chamar os seguranças e reprimir quem fazia seu protesto pacificamente.

E tudo isso com ordem do prefeito paulistano Gilberto Kassab, o mesmo que quer fundar um "partido de esquerda", o PDB, o "Partido da Boquinha".

Adotar uma pose esquerdista, em tese, é muito fácil. Na teoria, defende-se a "justiça social", a "liberdade com cidadania", entre outros tantos discursos clichês. Na prática, porém, maquia-se preconceitos, meias-verdades, espertezas, oportunismos, dentro de uma "nova lógica política".

Mas a verdadeira postura política de esquerda, ligada aos movimentos sociais, esta nem sempre é cumprida. Isso porque bancar o "esquerdista" é muito fácil, difícil é seguir a risca o que requer mesmo a postura de esquerda.

Bajular políticos de esquerda, por exemplo, é muito mais fácil do que criticar os próprios esquerdistas que cometam equívocos no meio do caminho. Muitos falsos esquerdistas, até mesmo os "culturais" Pedro Alexandre Sanches e Eugênio Arantes Raggi, já fizeram bajulações baratas para membros do Governo Federal do PT. Mas verdadeiros esquerdistas, como Raphael Tsavkko Garcia, não tem medo de adotar uma postura crítica mesmo contra a própria esquerda.

Isso porque o verdadeiro esquerdista tem princípios, que estão acima de qualquer coleguismo corporativista. O falso esquerdista só tem aparência. E mais uma vez Gilberto Kassab poderá se isolar politicamente, mas talvez seu similar carioca, Eduardo Paes, possa consolá-lo em algum momento futuro. É esperar para ver.

Um comentário:

  1. Já deixei claro que perdi a paciência com a esquerda. Eu que fui eleitor de Lula em 2002 (nos dois turnos!) e de deputados federais, estaduais e vereadores do PT.

    A Teoria da Relatividade também se aplica à política. É muito vago alegar que os baderneiros desse protesto no Metrô Anhangabaú eram não-estudantes infiltrados entre os estudantes. Os "do outro lado" (neoliberais, direitistas, reacionários, etc) podem dizer que os que fazem canalhices no lado deles (corrupção, arrocho, repressão, torturas, mortes, roubalheiras, superfaturamentos, etc) são infiltrados.

    Einstein era um gênio.

    Talvez seja a hora de tirar essas aspas do adjetivo esquerdista de Gilberto Kassab, Aldo Rebelo, Kátia Abreu, José Sarney, Paulo Maluf, Fernando Collor, Gabriel Chalita e outros políticos adjetos. Eles são a cara dessa nova esquerda vagabunda e fisiológica. Se Charles De Gaulle era um direitista estatista, a esquerda brasileira virou a esquerda neoliberal, que admite de bom grado figuras como estas egressas da UDN, da Arena, do PDS, do PFL, do DEM e do PSDB. É pra isso que a esquerda lutou para chegar ao poder e aniquilar os demo-tucanos.

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