sexta-feira, 11 de março de 2011

ÁSIA, PACÍFICO E ORIENTE MÉDIO: O "MUNDO EXPLOSIVO" EM AÇÃO



Por Alexandre Figueiredo

Na história da humanidade, várias foram as lendas, vários foram os mitos e diversas foram as tentativas e formas de anunciar o que muitos acreditam ser "o fim do mundo". Um filme recente de ficção científica fala de uma catástrofe planetária de 2012.

São áreas de muitas tragédias, sejam naturais, sejam humanas, as que envolvem o Oceano Pacífico, a Ásia e o Oriente Médio. Tragédias provocadas pelo homem dizimam centenas de pessoas no Oriente Médio, Paquistão e Indonésia. Desastres aéreos são mais comuns na Ásia, Rússia e parte da África. Tragédias naturais atingem Índia, China, Indonésia, Filipinas e outros países.

No momento, há uma atividade vulcânica no Havaí - a distante unidade federativa dos Estados Unidos da América, o único de seus 50 Estados localizado fora do continente americano - e houve terremoto e tsunami no Japão, com duzentos mortos vitos numa de suas praias.

Há alerta de tsunami tanto no Havaí quanto no Chile (que sofreu uma tsunami no ano passado, cinquenta anos depois da tragédia histórica de maio de 1960 no país sul-americano). A Ásia sofreu uma violenta tsunami no final de 2004, com mais de 200 mil mortos (número que se compara ao município de Nova Friburgo).

"FIM DO MUNDO": NÃO SERIA UMA METÁFORA?

As perdas humanas e os prejuízos materiais, nas tragédias naturais, além do abalo de ordem política no que se diz aos conflitos que acontecem principalmente no Oriente Médio dão uma nova noção do que seria o "fim do mundo" anunciado por profetas, intelectuais, poetas ou mesmo escritores de ficção.

Perdas humanas coletivas, em grandes quantidades, representam sérias rupturas com o contexto social de seus países. Cidades destruídas, cenários políticos em crise, ditaduras que tentam resistir, outras que são derrubadas, tudo isso significa um cenário de transformações profundas.

O "fim do mundo" seria, na verdade, essa ruptura. Nações cujo cotidiano já é instável, diante de ameaças da Natureza, da política, da economia, entre outros aspectos, quando sofrem suas graves tragédias elas estão sofrendo o fim de um ciclo, que é extremamente doloroso e talvez possa trazer perspectivas sombrias.

No entanto, nessas tragédias há sempre pessoas remanescentes, sobreviventes na missão de reconstruir suas vidas, suas cidades, seus governos. Não é uma tarefa fácil, e os traumas são inevitáveis.

Não se sabe se esse Velho Mundo, cheio de regiões com atividades vulcânicas ou de cenários de antigas crenças político-religiosas, vai se transformar para melhor. Será um longo caminho. Talvez seja um caminho de grande recuperação, uma recuperação com dor, mas com muito trabalho.

O "fim do mundo" é, na verdade, uma metáfora para a transformação do Velho Mundo em um Mundo Novo.

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