terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

SOBRE A SENSUALIDADE FEMININA


A SUPERMODELO ALESSANDRA AMBRÓSIO NÃO SE LIMITA A MOSTRAR O CORPO.

Por Alexandre Figueiredo

Diante da crise das chamadas "popozudas" e similares, vários reacionários, sem ter discernimento ou qualquer compreensão sobre o problema, tentaram dar uma de "progressistas" tentando acusar-me de "moralista" ou "machista".

Só que simplesmente os caras não entenderam coisa com coisa. E ficaram assustados por verem que as críticas mais pesadas às mulheres-frutas, paniquetes, ou "musas" como Solange Gomes vieram não de qualquer mulher, mas de um homem.

Daí que, confusos, tentaram me acusar de "moralista" ou "machista". Em outros tempos me chamariam de "homossexual", dentro do contexto de homofobia que hoje eles não podem assumir, porque pode dar cadeia ou multa.

O grande problema não é a mulher exibir seu corpo. Não é ela posar nua nem expressar sua sensualidade. Várias mulheres, como modelos e atrizes, também fazem sessões sensuais e passam longe de qualquer vulgaridade.

O maior problema nas chamadas "popozudas" ou "boazudas" está em três aspectos:

1) Elas se limitam tão somente a mostrar o corpo, muitas vezes de forma grotesca e exagerada, "pagando calcinha", "pagando cofrinho", "mostrando demais os decotes", coisa que só agrada mesmo a punheteiros compulsivos e doentios.

2) Elas simplesmente repetem essas mesmas coisas, e a imprensa de celebridades agrava isso sempre publicando as mesmíssimas notas. "Fulana mostra demais o decote", "Sicrana paga calcinha na boate tal", "Beltrana mostra boa forma (sic) na praia", "Fulana rebola até cair no chão no ensaio da escola de samba tal".

3) Para piorar, elas nada fazem senão isso. Nada de fazerem algo substancial, nem de dizer coisas interessantes nas entrevistas. Até quando Nana Gouveia tenta ser atriz, só faz papel de "boazuda". Além disso, há momentos constrangedores como Solange Gomes dizer que odeia ler livros.

Esses três problemas mostram que não se deve tapar o sol com a peneira e achar que a mulher brasileira superou completamente o machismo. Também soa incoerente dizer que essas "musas populares" são "feministas" só porque quase todas não têm maridos nem namorados, ao menos aparentemente.

Não ver problemas nessas "musas" é uma demonstração de que esses homens apenas veem o valor da mulher através de glúteos e seios siliconados. A excitação sexual obsessiva os faz cegar. Eles querem ser politicamente corretos, tentam discursar bonito, falando em "liberdade do corpo", em discursos pseudo-pós-modernos que mais parecem paródias do intelectualismo que eles abominam.

Só que eles não conseguem convencer. Até porque, talvez, vários desses homens são capazes de, ao menos, gritar rispidamente com suas namoradas, para não dizer agredi-las, nas discussões mais comezinhas.

Enquanto isso, o mundo lá fora gira, os valores sociais se transformam e, até mesmo em relação à mulher, vemos gente retrógrada querendo manter valores atrasados. São homens assustados, frustrados, gente traumatizada e apavorada, por ver um homem, que poderia estar ao lado deles, reprovar a vulgaridade das mulheres-objeto, logo perto do Carnaval, evento que serve de vitrine para essas pretensas musas.

Se verificarmos quais são as mulheres brasileiras que mais se destacam lá fora, modelos como Gisele Bündchen e Alessandra Ambrósio estão na dianteira. E elas podem ser sexy, fazer sessões sensuais, sem apelar para a vulgaridade e sem cair no vício da exibição corporal gratuita, repetitiva e grosseira.

Enquanto isso, as "boazudas", quando muito, só aparecem quando algum irresponsável internauta usa fotos delas em portais de prostituição.

Isso é que dá certas mulheres se limitarem a ser meros corpos "turbinados".

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