terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O "LACERDISMO" DE BIA ABRAMO E O CAETANISMO, SEM ASPAS, DE PEDRO ALEXANDRE SANCHES



Por Alexandre Figueiredo

Vai mais uma navalhada aí? Com a licença, Paulo Henrique Amorim?

Incômodo criticar as panelinhas que estão por trás da crítica musical.

Gente badalada, festejada, que se festeja umas com as outras, num corporativismo de botequim.

Pedro Alexandre Sanches elogia Ronaldo Lemos que elogia Hermano Vianna que elogia Denise Garcia que corrobora o que Bia Abramo escreveu e que corrobora o que Paulo César Araújo pregou etcetera, etcetera, etcetera.

Coquetéis são lançados para o corporativismo da crítica se masturbar uns com os outros, felizes por se autoproclamarem conhecedores da periferia que conhecem através de documentários sobre o Brasil da televisão britânica.

Bia Abramo rasgou o legado do papai Perseu Abramo e do titio Cláudio Abramo, batalhadores da imprensa independente e democrática, de tão tomada ela estava com o vírus da Folha.

Tal qual Carlos Lacerda rasgou o legado do papai Maurício Lacerda, aluno aplicado das lições de Karl Marx adaptadas à realidade brasileira, lá pelos longínquos cento e tantos anos atrás.

O "lacerdismo" de Bia Abramo a fez elogiar popozudas em detrimento das batalhadoras enfermeiras que não podem melhorar de vida. Mas a Proibida do Funk, além da Solange Gomes, podem se vestir de "enfermeiras sexy" que qualquer reação é tida como "moralista".

O que vai contra os movimentos sociais das mulheres, né, Bia?

E Pedro Alexandre Sanches, o menino de ouro do Otávio Frias Filho. Ele está na imprensa de esquerda, não é mesmo?

Não. Ele não é jornalista de esquerda, é o jornalista de direita escrevendo para a imprensa de esquerda.

Ele está na imprensa de esquerda porque a DINAP mandou. Sanches continua sendo protegido dos Frias e dos Civita. Só não conte para as crianças, porque elas se assustarão.

Os artigos de Pedro Alexandre Sanches são encharcados de princípios neoliberais.

É a Música Popular Brasileira, segundo os conceitos históricos de Francis Fukuyama.

É a Música Popular Brasileira, segundo os conceitos econômicos de Roberto Campos.

É a Música Popular Brasileira, segundo os interesses do Departamento de Estado dos EUA aliados aos da União Democrática Ruralista (UDR) no Brasil.

É a Música Popular Brasileira do IPES, do MEC-USAID, do FMI, do PSDB, das Organizações Globo, do Grupo Folha.

Pedro Alexandre Sanches é o afilhado ideológico de Caetano Veloso, o tropitucano.

Caetano Veloso defende o princípio de que a MPB de qualidade fica para as elites, o brega-popularesco fica para as classes populares.

Pedro Alexandre Sanches assina logo embaixo.

Pedro Alexandre Sanches é o Mustafá Mond do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley.

Detentor dos segredos da cultura brasileira, ele quer que prevaleça a mediocridade cultural do brega-popularesco. Até copiou o discurso caetânico direitinho. Pedrinho só não botou as asas tucanas para voar, está com vergonha.

"Só eu conheço a Gal Costa dos primórdios. E é bom que as colegas de trabalho do Sílvio Santos não conheçam. Elas é que esperem Ivete Sangalo fazer cover de Gal, depois do sinal verde do Multishow e do Prêmio Tim", é um de seus princípios.

Que o povo vá que nem gado ver o tecnobrega, o "funk", o breganejo, a axé-music.

Movimento social tem que ficar lá em Cairo, Roma, nos Andes, em Davos.

Aqui o povo que fique quietinho consumindo os sucessos popularescos e acredite que está fazendo "movimento social" ao obedecer direitinho as regras da mídia e do mercado.

Se deixarmos, Pedro Alexandre Sanches vai definir o É O Tchan (*) como um "caleidoscópio multimídia pós-moderno e concretista-bolivariano".

Mas certos blogueiros progressistas de visão crítica frágil ainda gostam da paçoca do Pedro Alexandre Sanches. E dos similares da Bia Abramo, Hermano Vianna, Ronaldo Lemos, Rodrigo Faour, Paulo César Araújo e outros sacerdotes supremos da Idade Mídia, a promover o "fim da história" da cultura brasileira.

Muitos já devem estar a caminho da disenteria, com tanto engodo que são obrigados a engolir, supostamente em nome da "periferia".

Que se sente ofendida com a associação errônea desses ídolos de mercado às classes pobres.

Em todo caso, Caetano Veloso, em sua atual fase tucana, está orgulhoso com Pedro Sanches.

O mesmo Caetano que falou mal do professor Emir Sader.

Que escreve para Caros Amigos.

Que, sob as ordens da DINAP, empurra Pedro Alexandre Sanches para os caros amigos.

Pedro é pupilo de Otávio Frias Filho.

A Folha de São Paulo foi a escola do colunista-paçoca.

O mundo de sonho e fantasia de Sanches é o mundo tropitucano de Caetano Veloso.

Que aves voam ao alto? Araras, gaivotas, bem-te-vis, papagaios? Não, nesse mundo tropi-paçoca voam tucanos alegremente.


(*) O É O Tchan é pouco recomendado para a vovó e para o netinho, sendo um grupo abominável dos 8 aos 80. O É O Tchan é impróprio para a vovó, porque é pornográfico e pode causar problema no coração. O É O Tchan é impróprio para o netinho, porque seu erotismo exagerado e grosseiro pode criar desvios de conduta moral e controle dos desejos sexuais na idade adulta.

O É O Tchan é machista, mas suas dançarinas pensam que ser feminista é não contar com o sustento de maridos ou namorados. Dizem que não têm namorados porque está difícil arrumar homens, quando na verdade é porque está difícil arrumar horários para conhecer os homens que são pretendentes. Que, certamente, não sou eu nem você, no caso de você ser um leitor masculino. Nós queremos mulheres realmente de conteúdo, sem qualquer trocadilho pornográfico.

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