quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A DIREITA DENTE-DE-LEITE NOS CHAMA DE "BURGUESES"


"MACHISTA" É MARIA RITA KEHL, PORQUE DESAFIOU OS EDITORES DO ESTADÃO.

Por Alexandre Figueiredo

A direita dente-de-leite, com suas camisetas, bermudas e tênis, se acham "conhecedoras do povo".

Que só veem à distância, nas telas de TV.

Nossos olhares não são confiáveis, quem vê o povo não somos nós, é a TV aberta.

Podemos observar de perto o povo, agirmos em favor dele, pedirmos o fim da escravidão lúdico-midiática, pedirmos qualidade de vida para o povo.

Mas somos sempre os "burguesinhos de favela", os "playboyzinhos" a se intrometer no "sabiamente" estabelecido pela velha grande mídia.

Noam Chomsky é o "burguesinho do Bronx", porque, para a direita, é um norte-americano "metido a besta", um "pretenso intelectual".

O educador Paulo Freire, por sua vez, foi o "burguesinho do Agreste", porque seu método de alfabetização de adultos interfere na "gostosa miséria pop" do povo pobre.

"Burguesinhos sindicais" são Altamiro Borges e Emir Sader, porque transmitem lucidez em seus artigos.

"Subversivo" foi Barbosa Lima Sobrinho, ele que sempre lutou por leis mais eficazes e democráticas.

"Desprezível" foi Milton Santos, por lutar por uma geografia mais humana e por um Brasil mais decente.

Machistas "não são" as popozudas, não é o É O Tchan (*) e sua tropa de dançarinas.

"Machista" é Maria Rita Kehl, que desafiou a linha editorial da família Mesquita, do Estadão.

"Machista" é Marilena Chauí, que questiona o poderio da velha grande mídia.

"Machista" foi Leila Diniz, que nunca confundiu liberdade com libertinagem.

Somos todos "preconceituosos" porque queremos a verdade e a justiça pelo conhecimento.

Somos todos "invejosos" porque contestamos os privilégios dos detentores de poder.

Lutamos contra a miséria e a opressão e nós é que "temos nojo de pobre".

Olhamos de perto, olhamos de longe, olhamos além das aparências, mas somos considerados "cegos".

Somos "perversos" porque promovemos a virtude.

Somos "estúpidos" porque promovemos a sensatez.

Enquanto isso, há quem ainda ache que vivemos sob o AI-5, ainda que se autoproclame "verdadeiramente democrático".

A direita dente-de-leite vem com tudo.

Mas, cá para nós, é preferível ser "burguesinho de favela" e ver a periferia de perto do que ser "sociólogo de condomínio" que só vê as coisas diante da televisão.

(*) O É O Tchan é pouco recomendado para a vovó e para o netinho, sendo um grupo abominável dos 8 aos 80. O É O Tchan é impróprio para a vovó, porque é pornográfico e pode causar problema no coração. O É O Tchan é impróprio para o netinho, porque seu erotismo exagerado e grosseiro pode criar desvios de conduta moral e controle dos desejos sexuais na idade adulta.

O É O Tchan é machista, mas suas dançarinas pensam que ser feminista é não contar com o sustento de maridos ou namorados. Dizem que não têm namorados porque está difícil arrumar homens, quando na verdade é porque está difícil arrumar horários para conhecer os homens que são pretendentes. Que, certamente, não sou eu nem você, no caso de você ser um leitor masculino. Nós queremos mulheres realmente de conteúdo, sem qualquer trocadilho pornográfico.

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